O que não fazer na aula de ballet?

Carol Lancelloti fala sobre dicas técnicas do que não se deve fazer durante as aulas de ballet.

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Sapatilhas de ponta: tudo o que você precisa saber

Carol Lancelloti, do canal Meia Ponta, fala sobre as principais marcas de sapatilha de ponta e a diferença entre elas. Confira no vídeo:

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Ballet Adulto: Expectativa vs Realidade

Tem curiosidade de saber como é começar a fazer ballet já adulta? Nossa parceira de conteúdo, Carol Lancelloti, do canal Meia Ponta, relembra todas as expectativas que tinha e conta o que conseguiu realizar. Veja no vídeo:

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Make de palco

Os espetáculos de final de ano estão chegando! Vamos aprender a fazer make de palco com a Carol Lancel


Como lavar uma Gaynor Minden

Sabia que a sapatilha Gaynor Minden pode ser lavada? A Carol Lancelloti, do canal Meia Ponta fez o teste! Vem conferir:

Veja este e outros vídeos no canal do Meia Ponta no Youtube.

Se você gostaria de adquirir uma sapatilha da marca, entre em contato com a gente: contato@anabotafogoboutique.com.br


A escolha de um solo

E finalmente chegou a minha vez de dançar um solo. Acho que a ficha ainda não caiu… rs Estou muito feliz em poder dividir essa notícia com vocês, minhas amigas leitoras, queridas ballerinas, que sempre acompanharam meus dramas, desafios e pequenas vitórias. ☺ A decisão de eu dançar um solo não foi por preferência. rs Mas sim porque eu, Reginaldo e Ana somos os 3 alunos de uma turma de 7 que mais comparecem às aulas. Muitas vezes, somos os únicos que comparecem. Não por desinteresse das outras alunas, mas porque suas vidas estão complicadas e não conseguem dar conta de ir — e eu sei bem o que é isso… Felizmente, esse ano eu estou conseguindo ser bem aplicada e minha professora resolveu dar um solo de presente para nós três, visto que não vai conseguir montar uma coreografia pra uma turma. And it gets better: nós podemos escolher o solo. Se vocês acompanham esse blog desde o início, já sabem qual é o meu tão sonhado, certo? rs A variação da princesa Florine, de A Bela Adormecida.

Eu uma vez postei sobre a variação do Cupido (de Don Quixote) vs a variação da Florine (de A Bela Adormecida) por aqui e o post gerou opiniões divididas a respeito de qual seria a mais fácil de dançar. Infelizmente, o vídeo com a Sarah Lamb foi retirado do ar e não o encontrei no perfil do Royal Opera House. Porém, encontrei esse, com a Yuhui Choe, dançando a mesma variação que tanto amo. Eu não sei exatamente quando minha fascinação por esse solo surgiu. Afnal, ele nem é um dos mais famosos… Mas eu simplesmente amo sua delicadeza, simplicidade e graça. A Bela Adormecida é um dos meus ballets favoritos e logo quando comecei a dançar, esse foi um dos primeiros que assisti. Talvez por isso seja tão querido na minha memória. Eu sempre tive certa preferência pelo Royal Ballet, de Londres, suas montagens e bailarinas: Alina Cojocaru, Marianela Núñez, Sarah Lamb… E por isso, prefiro essa variação acima, que já decorei na minha mente faz alguns anos. Mas existem outras tão bonitas quanto. A minha professora disse para pesquisarmos e sugeriu também algumas opções, como A morte do Cisne. Bem mais dramática, ela requer uma boa interpretação. A interpretação é praticamente metade do solo, não é mesmo? Mas esse não é o meu forte.

A verdade é que o pássaro azul e Florine já conquistaram meu coração e eu espero anos pra poder me aventurar nesse solo. Não só por isso: ele também é um pouco mais fácil de se executar do que outros que assisti. Ainda não consigo dar mais de um giro ou pirueta direto e a variação da princesa Florine contém alguns passos que, com bastante ensaio, eu consigo fazer, pois já são meus pontos fortes nas aulas. Afinal, não adianta ir com muita sede ao pote e cometer a loucura de escolher um solo cheio de passos que não vou conseguir aprender a tempo do meio do ano. É melhor optar pelo mais simples e dançar lindamente, certo?

Pois bem, está escolhido! Princesa Florine it is. Já estava escolhido desde que comecei a dançar. Esse solo é o meu solo e vou consegui! Vocês vão acompanhar tudo, prometo.


O tal do giro duplo

O tal do giro duplo

Eis que chegou o tempo. O tempo do fouetté, do pas de valse na ponta, alternando os braços (acreditem, eu acho bem complicado! rs) e… do giro duplo. Os dois primeiros são só uma questão de repetição e concentração, porque a mecânica do corpo eu já entendi. Mas o giro… Confesso que já estou há 1 mês tentando entender como funciona, como ele acontece. Quase sempre no final da aula, na diagonal, fazemos uma sequencia de tour piquésque termina com um duplo. Eu nunca fiz nem duas piruetas, então, foi uma novidade extremamente “exótica” tentar continuar girando. rs Eu costumo bocejar nas aulas de ballet e só aprendo uma sequência na barra depois de meses — isso porque minha aula é sempre à noite, às vezes 20h30, e já estou muito, muito cansada do dia. Minha professora de Brasília dizia que era ok, porque ali eu relaxava. E relaxo mesmo. Esqueço, desligo. Faço tudo com bastante empenho, claro, e depois que decoro, vai no automático. Mas quando chega o giro duplo, preciso dar aquela concentrada de novo. De onde vem a força? Até onde entendi, do abdômen. E o segredo pra continuar, pro seu cérebro entender o que vem a seguir? É só girar de novo a cabeça? Como seu corpo simplesmente continua girando nas pontas? Não sei como é pra vocês mas, pra mim, é muita coisa pra pensar num momento tão rápido, de sequências, e ainda estou acostumando meu corpo — e me acostumando a dar a ele as devidas direções também. Quando consigo alinhar tudo (postura, execução correta do passo, força no abdomen e dois giros da cabeça) ele sai. Meio desiquilibrado, quase caindo (e às vezes, faço na meia ponta pra conseguir realizar o passo corretamente e, então, subir pra executa-lo na ponta) mas sai. Mas que demora, né? Bem, mas quem disse que ballet era fácil? Só de eu ter chegado nesse desafio, já fico feliz. Lembro de quando não sabia nem fazer quinta posição, ou pas de valse na meia ponta e — quem diria? — hoje eu só faço aula nas pontas (e nem saio tão arrebentada assim). Giro duplo é pinto (falando pra ver se de fato isso acontece rs).


Segredos de ballerina

Deixa eu contar um segredo…

Preciso compartilhar tudo o que aprendo com vocês, então, sentei hoje animada pra escrever. Sabe aquele momento de descoberta, que muda tudo? Então! Não posso deixar isso passar porque se mudou a minha vida na dança. rs Sabe quando a professora insiste que seu joelho tem que ficar 100% esticado? Sabe quando ela pede pra você fazer a pirueta pensando “pra cima!” e também pra cair com seu peso em cima da perna de base durante um piqué? A gente nem sempre faz, né? A gente sempre dá uma roubadinha… Mas olha, anota a dica: faz tudo isso. rs Concentra e faz. Faz de verdade, mesmo que seja difícil e você precise passar aulas e aulas tentando.

Não basta dar aquela roubadinha e iniciar um piqué ou tour piqué (ou qualquer giro) com o joelho levemente dobrado pra depois esticá-lo Você já perdeu seu giro ali mesmo, ballerina. Nunca vai rolar desse jeito… Três coisas contribuem para um bom giro: joelho esticado desde o momento em que sua ponta toca no chão, confiança e cabeça marcada num ponto. Você nem precisa de tanto impluso. Se for um giro só, não vai precisar de impulso algum, acredite. Não esquece: joelho esticado — pra cima! — cabeça! E voilá! Depois me contem. 😉


Visitando a Gaynor Minden em NYC

Há um tempo atrás, minha amiga, Clara, vistiou a loja da Gaynor Minden em NYC e gentilmente cedeu seus cliques e depoimento pro Meia Ponta nesse post aqui. Eu me apaixonei pela loja, pela experiência e, tendo eu uma Gaynor que ganhei de presente há alguns anos atrás, disse pra mim mesma que a loja seria meu primeiro destino quando visitasse a cidade novamente (a primeira vez que passei rapidamente por NY, tinha 18 anos e ainda não fazia ballet). E assim o fiz. ☺

Logo no primeiro dia, comecei fazendo o “turistão”: subi no Top of the Rock pra olhar a cidade, dei uma voltinha no Rockefeller Center, visitei a Times Square e, então, era hora de partir pra Gaynor. Eu tinha 1 hora pra chegar lá, mas não foi o suficiente pra uma perdida. rs Confundi os West e East sides da rua, rodei muito e cheguei lá meia hora atrasada e com os pés doendo. Mas no final, deu tudo certo. O dia não estava movimentado e fui atendida no minuto em que cheguei.

A consulta foi rápida. Ela mediu meus dois pés e também pediu pra eu fazer ponta, pra analisar minha arcada. Depois, foi no estoque e pegou uma sapatilha no saquinho amarelo. Experimentei dois números que ficaram um pouco grandes. Ela pedia pra eu fazer plié e ponta de pé e a gente analisava. Quando sobrava muito atrás, eu pedia um número menor. Enfim, a terceira ficou boa!

Eu perguntei o que significava o saco da cor amarela, porque quando ganhei a minha primeira Gaynor, ela veio fora do saco oficial e nunca soube qual era o meu. Ela me explicou que eu havia recebido a sapatilha no saco amarelo porque era um modelo pra pé mais forte e também em função da minha arcada. A brasileira que estava comigo levou a dela, se não me engano, num saquinho rosa. De acordo com o folheto de instrução que vem junto com a sapatilha, a Yellow, chamada de ExtraFlex, pode ser comparada a uma sapatilha um pouco usada. Antes dela, vem a Hard, do saco verde, e depois, as mais molinhas, dos sacos rosa, turquesa e lavanda.

De acordo com o folheto, existem 3.116 tipos de fitting options! Muita coisa, né? Um outro detalhe especial que a atendente me explicou foi que eu estava levando uma sapatilha com tecido diferenciado. A Gaynor Minden Luxe. Dá pra notar que a sapatilha tem uma textura mais fofa e na etiqueta que acompanha o produto, vem escrito que esse material não enrruga tanto e “é ideal para uma performance, uma sessão de fotos ou qualquer momento em que você precise que sua sapatilha esteja perfeita!” Já viram como vai ser um dó pintar pra apresentação, né? rs Acho que vou manter minha Gaynor antiga pra isso… rs

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Tirando a correria pra chegar e a preocupação por estar perdida, foi uma experiência muito bacana, que toda bailarina merece ter. Foi emocionante chegar na frente do prédio de uma das marcas mais tradicionais e importantes de sapatilhas do mundo. Experiência pra guardar com carinho pra sempre!

Como eu marquei minha consulta: por email, em inglês, pelo fitters@dancer.com. Não é preciso marcar com tanta antecedência, mas eu marquei 3 meses antes.

Endereço: 140 West 16th Street, NY

Texto originalmente publicado no blog Meia Ponta. Acesse o canal do Meia Ponta no Youtube.


A bailarina que eu sempre quis ser

Você começa querendo o mundo — não necessariamente naquela ilusão de ser profissional, mas quer ser perfeita. Eu não queria a fama de “bailarina adulta”, eu queria que a dança entrasse na minha vida de forma que parecesse que sempre esteve lá. Ser o melhor que eu pudesse ser e não me contentar com o começo tardio — e nem usar isso como desculpa pra falhas. A preocupação resultava em pressão. Mas a vida acontece e, quando você cresce um pouco mais, percebe que não é bem assim que é bacana de se levar, por mais que o ballet seja uma paixão. Quando tudo o que você tem são poucas horas e dois dias da semana, chegando atrasada e “catando cavaco” pra acompanhar, tudo se transforma. Os valores mudam. Mas o curioso é que o ballet se manteve na minha vida muito mais forte do que eu podia imaginar. Ele virou um universo paralelo, particular, no qual espanto demônios, no qual eu esqueço do mundo lá fora. Algo muito mais precioso do que eu poderia desejar. Eu entendi que ainda posso dar o meu melhor, mesmo com pouco tempo. E a cada novo ensaio, numa coreografia da turma do avançado, a cada subida nas pontas, pirueta bem terminada, a cada novo passo, eu sinto que estou no meu lugar, vivendo o ballet como ele deve ser pra mim. Sinto que sou a bailarina que sempre quis ser.

Texto originalmente publicado no blog Meia Ponta. Acesse o canal do Meia Ponta no Youtube.


5 dicas para iniciantes nas pontas

Na minha primeiríssima aula de ponta eu sofri tanto, que realmente pensei em desistir. rs Mas depois que troquei de modelo e fui me adaptando, a dor passou a ser menor e mais muscular, digamos assim. E ficou tudo bem.

1- Escolha a sua proteção: Há ponteiras de tecido, silicone, espuma, caseiras (até de saco plástico eu já ouvi falar). No meu caso, como minha Gaynor é do tamanho exato do meu pé, uso esparadrapo, uma dedeira em um dedão e vou com fé.

2- A ponta não deve esfolar seu pé em cada aula (principalmente se você não é profissional, ou não ensaia com frequência). Se isto acontece, converse com sua professora e troque de modelo.

3- Tenha confiança. Na hora de fazer os exercícios não execute os movimentos com medo. Concentre-se, escolha um ponto fixo na parede e gire!

4- Bailarina não precisa ter pé feio (na medida do possível): Faça a unha com uma manicure que você já conheça e de preferência no final de semana (e não um dia antes de uma aula de ponta). Se preferir, há a opção do podólogo. Uma vez por mês já é o bastante.

5- Coque-sempre-impecável. Fios soltos, caindo nos olhos, grampos frouxos dificultam demais. Parece coisa boba, mas cabelo mal preso só distrai e atrapalha. 😉

Texto originalmente publicado no blog Meia Ponta. Acesse o canal do Meia Ponta no Youtube.


Falando de: meia ponta

Tem novidade aqui no I love Ana Botafogo! A nossa querida Carol Lancelloti, criadora do blog/canal do Youtube Meia Ponta agora é nossa parceira de conteúdo ♥

Para estrear, Carol fala sobre as sapatilhas de meia ponta: “Afinal, ela é a primeira sapatilha da bailarina! O trabalho na meia ponta é importantíssimo e não deve ser esquecido. Vamos trocar dicas? Conversei com minha professora pra dividir algumas informações bacanas com vocês, e contei um pouquinho dos modelos que eu uso. 😉 Aperta o play!”

Veja este e outros vídeos no canal do Meia Ponta no Youtube.


Ballet em foto

A dica da semana é para quem ama foto­gra­fia e, prin­ci­pal­mente, enxer­gar o mundo do bal­let por outro ângulo…

O blog Tutus and Tea traz o dia a dia da bai­la­rina Shelby Elsbree, regis­trado por ela mesma em cli­ques sen­sí­veis, sim­ples e boni­tos. Apaixonada por dança, via­gens e culi­ná­ria, Shelby pas­sou a foto­gra­far por pra­zer e ape­sar do port­fo­lio já cheio de per­so­na­li­dade e do olhar apu­rado, ainda se con­si­dera uma aprendiz.

O blog é em inglês, mas vale a visita mesmo se você não domina a lín­gua, afi­nal, as ima­gens real­mente valem mais do que mil palavras.

Para conhe­cer mais sobre o tra­ba­lho foto­grá­fico de Shelby, só cli­car aqui.


Tutorial de coque

O post de hoje é sobre os (tão impor­tan­tes) coques. Afinal, não há quem con­siga se con­cen­trar, dan­çar e girar a cabeça sem os cabe­los devi­da­mente domados. Coque é fundamental!

Existe alguns tipos dife­ren­tes de coque. Com o tempo, você vai criar o seu, a par­tir do seu tipo de cabelo. O meu é o “clás­sico”.  Quem me ensi­nou a fazer foi minha pri­meira pro­fes­sora de bal­let. E até hoje, faço do mesmo jeito, que é este aqui:

1. Desembarasse todo o cabelo.
2. Espalhe gel nas mãos e passe pelo cabelo (o neces­sá­rio para não sol­tar nenhum fio).
3. Penteie o cabelo com pente fino e, com uma liga faça um rabo de cavalo bem puxado a qua­tro dedos da nuca.
4. Depois de preso, faça uma trança fol­gada ou só torça a rabo, para então enro­lar o coque.
5. Aos pou­cos vá enro­lando e pren­dendo o coque com gram­pos até che­gar à ponta (esconda a ponta por den­tro com um grampo).
a fonte deste texto é o blog Dicas de Dança. Link aqui.

Dica: É muito mais fácil fazer coque com o cabelo úmido, mas como não é tão sau­dá­vel para os fios, deixe esta opção para as apre­sen­ta­ções. E nunca abra mão da redi­nha de cabelo!

Conheci uma bai­la­rina que tinha um cabe­lão e, por isso, pren­dia pri­meiro o rabo de cavalo e depois divi­dia o cabelo em várias par­tes e ia prendendo-as sepa­ra­da­mente… Pensando nisso, sepa­rei tam­bém um video bacana que mos­tra várias bai­la­ri­nas fazendo coques de manei­ras diferentes.

Dica 2: Quem tem cabelo curto pode abu­sar do gel e dos gram­pos! E para apre­sen­ta­ções, as pro­fes­so­ras reco­men­dam que essas alu­nas com­prem um coque falso, para ficar tudo homo­gê­neo no palco.

Afinal, bai­la­rina sem coque não é bai­la­rina, certo?


Maquiando a sapatilha

Taí uma dica bacana para bai­la­ri­nas e pro­fes­so­ras que gos­tam de capri­char nos figu­ri­nos: pin­tar a sapatilha!

Foto: Carol Lancelloti

A pri­meira vez que escu­tei a expres­são “maquiar a sapa­ti­lha” foi logo no meu pri­meiro ano de bal­let. Observei que as meni­nas do avan­çado pin­ta­vam as pon­tas que mais usa­vam nos ensaios para usa-las tam­bém nos pal­cos, fosse da cor ori­gi­nal, ou em outras diver­sas, como verde ou azul.

Afinal, sapa­ti­lha “velha” é outra coisa, não é? Aquela que já conhe­ce­mos, que se adapta per­fei­ta­mente ao nosso pé e que não pre­cisa ser amolecida.

Em uma das minhas apre­sen­ta­ções eu dan­cei ves­tida de pás­saro azul, e minha pro­fes­sora teve a ideia de pin­tar­mos nos­sas sapa­ti­lhas para que a fan­ta­sia ficasse toda num tom só. A melhor tinta pra pin­tar a sapa­ti­lha é a tinta para tecido, que é facil­mente encon­trada em pape­la­rias e pos­sui milha­res de vari­a­ções de cores.

Para com­ple­tar, só pro­cu­rar fitas de cetim do mesmo tom esco­lhido em algum arma­ri­nho pró­ximo. Viu? Não dá tra­ba­lho ter um par de sapa­ti­lhas colo­rido, ainda que seja só pra repa­gi­nar aquela sua velha e deco­rar o seu quarto.

Mas se você qui­ser um par novi­nho de sapa­ti­lhas colo­ri­das, fei­tas no pró­prio mate­rial ori­gi­nal, tam­bém tem como enco­men­dar na Loja! #fica­a­dica


Ballet adulto: Dúvidas frequentes

Desde que come­cei a fazer bal­let, recebo as mes­mas per­gun­tas de meni­nas que gos­ta­riam de come­çar a dan­çar depois de adul­tas. Ainda exis­tem mui­tos mitos em rela­ção ao bal­let para adul­tos (alguns deles muito bobos). Então, resolvi escre­ver este post con­tanto um pou­qui­nho mais sobre a minha expe­ri­ên­cia como bailarina.

Uma das per­gun­tas mais fre­quen­tes é com que idade come­cei e há quanto tempo eu danço. Comecei aos 21 anos. Tem gente que começa aos 16, tem gente que começa na casa dos 20, como eu, e tem tam­bém quem começa depois dos 30, 40… Não se pre­o­cupe: uma turma de bal­let adulto é sem­pre bem “mis­tu­rada”, você não se sen­tirá sozinha.

Hoje eu somo 3 anos de aula e posso dizer que só agora que come­cei a me enten­der real­mente com o bal­let, sabe? Cada dia é um apren­di­zado novo! O bai­la­rino adulto tende a ser muito ansi­oso, tem sede de conhe­ci­mento e pressa de apren­der. Eu era assim quando come­cei. Mas a ver­dade é que o pro­cesso é bem lento, gra­dual, e cada mínimo deta­lhe importa. Porque no bal­let, se você não entende cada passo, cada iní­cio, meio e fim de um movi­mento, isso vai lhe cus­tar caro mais pra frente, na hora de dan­çar uma core­o­gra­fia, por exem­plo. Mas, por outro lado, o resul­tado em nosso corpo torna-se evi­dente muito rápido. Mais do que quando se malha em academia. Ah, sim: Eu tam­bém nunca havia feito bal­let na vida. Este fato nunca me atrapalhou.

Outra dúvida fre­quente é em rela­ção à fle­xi­bi­li­dade. Acreditem: você vai desenvolve-la com o tempo! Não pode fazer corpo mole, aula de alon­ga­mento no bal­let não é igual a aula de alon­ga­mento da aca­de­mia: a gente dá uma sofrida, sim. Mas o resul­tado chega em meses, quando se dedica com dis­ci­plina. Quanto mais vezes na semana você se alon­gar, melhor.

As bai­la­ri­nas adul­tas mais ansi­o­sas só que­rem saber de uma coisa: ini­ciar o tra­ba­lho nas pon­tas! Este assunto é meio rela­tivo. Cabe a cada pro­fes­sor obser­var suas alu­nas e dizer quando elas estão pron­tas. No meu caso, ini­ciei nas pon­tas mais ou menos 1 ano e alguns meses depois de ter come­çado o ballet.

Eu lem­bro de ter tido vários sonhos em que subia nas pon­tas, de tão ansi­osa! E até hoje nunca esqueci quando expe­ri­men­tei uma sapa­ti­lha pela pri­meira vez. Minha pro­fes­sora pegou uma empres­tada de outra aluna, por­que que­ria saber se aquele modelo era bom pra mim (por­que sapa­ti­lha não tem receita certa, há diver­sos mode­los para cada tipo de pé). Então, eu subi nas pon­tas dando as mãos pra ela (eu mor­ria de medo de cair!). Tentei dis­far­çar minha ale­gria, mas meu sor­ri­são não dei­xava. haha Foi um momento bem especial.

A sapa­ti­lha da bai­la­rina car­rega um certo mis­té­rio e naquele momento eu me senti come­çando a desvenda-lo… É muito engra­çado quando as pes­soas que não dan­çam pedem pra “ver por den­tro” a sapa­ti­lha. Eu tam­bém ficava ima­gi­nando o que encon­tra­ria lá den­tro… Imaginava as coi­sas mais assus­ta­do­ras, é claro, base­ada nes­sas his­tó­rias de pés machu­ca­dos que escu­ta­mos por aí.

Com o tempo, achei o modelo ideal pra mim e tam­bém aprendi a pro­te­ger os meus pés para que não abris­sem machu­ca­dos. Ao con­trá­rio do que mui­tos pen­sam, sapa­ti­lha de ponta não pre­cisa ser um mar­tí­rio. Dói, sim, mas tam­bém não é para esfo­lar seus pés em todas as aulas, prin­ci­pal­mente quando se é ini­ci­ante. Se isso acon­tece, há algo errado. Quando come­cei, esco­lhi uma sapa­ti­lha que ficou pequena para o meu pé. A pri­meira aula de ponta da minha vida (toda na barra, 15 minu­tos de exer­cí­cios bobos) foi um pesa­delo. Foi a pri­meira vez em que pen­sei “É, tal­vez eu não con­siga ir em frente” haha Não se deses­pere: con­verse com a sua pro­fes­sora para encon­trar a sapa­ti­lha ideal pra você. E vá em frente, sim!


Ballet boards

Se você é ligada nas novi­da­des da web e adora pas­sar tempo nas redes soci­ais, já deve conhe­cer o Pinterest, uma nova rede vol­tada para… bem, mulher­zi­nhas!

O Pinterest fun­ci­ona assim: Lá, você pode sepa­rar em boards (ou ‘murais’) todas as suas ins­pi­ra­ções. A rede é repleta de ima­gens lin­das, que são com­par­ti­lha­das atra­vés dos per­fis dos usuá­rios (me segue lá!) Você pode tanto seguir o per­fil com­pleto de uma pes­soa, quanto ape­nas um dos murais dela. Os murais são sepa­ra­dos por nomes como “Food”, “Fashion”, Girlie”, “Vintage”… e é claro que a dança não ficou de fora.

Há boards incrí­veis de bal­let, com ima­gens lin­das para guar­dar! Basta pro­cu­rar a pala­vra “bal­let” na busca e se des­lum­brar. Dentro do meu per­fil eu man­te­nho o “Ballet Love”. Um dos per­fis mais ati­vos é o DanceClassFinder.com, que tem vários boards com um monte de fotos baca­nas, inclu­sive capas vin­tage da Dance Magazine. Vale o clique.

O Pinterest é bem intui­tivo e rapi­di­nho você pega o jeito. Agora, é só se inspirar! 😉


Tendências de beleza da São Paulo Fashion Week

Semana pas­sada rolou a São Paulo Fashion Week (semana de moda mais impor­tante da América Latina), que apre­sen­tou ten­dên­cias para o verão 2013, e eu estive por lá para acompanhar.

Sou apai­xo­nada por maqui­a­gem, então resolvi sepa­rar as bele­zas mais lin­das tem­po­rada para dvi­dir com vocês por aqui. Como toda bai­la­rina, tive que apren­der as téc­ni­cas de fazer umabeleza de palco impe­cá­vel, e adoro me ins­pi­rar em des­fi­les de moda, que sem­pre car­re­gam um quê de fantasia.

Nesta edi­ção, inclu­sive, tive­mos mui­tos coques e cabelo preso. Os meus pen­te­a­dos favo­ri­tos foram os de André Lima, Água de Côco e da Uma por Rachel Davidowickz.

A pele estava muito ilu­mi­nada, com blush pês­sego para dar uma apa­rên­cia bron­ze­ada. Afinal, esta­mos falando de verão! O bri­lho tam­bém estava pre­sente nas som­bras metá­li­cas, que pas­se­a­ram por tons de verde, azul e dourado.O único que ousou um pouco mais além das cores foi André Lima, que optou por um deli­ne­a­dor preto bem-humorado, no estilo Amy Winehouse.

Cores leves nos lábios, como coral e rosa, com­ple­ta­vam o look. Agora é só se ins­pi­rar para o verão.… e para os palcos!