Misty Copeland em O Quebra-Nozes e Os Quatro Reinos, da Disney

A premiada bailarina Misty Copeland foi confirmada no elenco de The Nutcracker and the Four Realms, da Disney, que estreia no dia 1o de novembro.

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Nora Esteves será a primeira brasileira no júri do prêmio Benois de La Danse, o “Oscar da dança”.

Primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Nora Esteves, foi convidada para compor o grupo de jurados do Prêmio Benois de la Danse. É a primeira vez que um brasileiro compõe o seleto grupo de jurados que escolhe os melhores bailarino, bailarina e coreógrafo do ano. O júri internacional é composto por personalidades importantes do mundo da dança, como diretores de companhias, coreógrafos, estrelas do ballet e pedagogos na área. Indicada por Luigi Bonino, a decisão de incluir Nora no júri foi da Diretora Artística da premiação Nina Loory após avaliar que em 30 anos da história do Benois de La Danse, nenhum brasileiro havia composto a banca avaliadora.  

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Divulgadas as datas dos cursos do Royal Academy of Dance no Brasil

A metodologia da Royal Academy of Dance para crianças de 3 a 6 anos, que povoa as cabecinhas com sonhos e novos sons, enquanto ensina a base para o estudo do ballet clássico, foi testada e aprovada nas melhores escolas no Brasil e no mundo.

Os cursos de Pre-Primary e Primary em Dança serão ministrados no Brasil em São Paulo, 26 de junho, Cuiabá, 3 de julho, Recife, 9 e 10 de Julho e Campina Grande, 13 de outubro.

Para maiores informações, contatar a RAD pelo email mckenny@royalacademyofdance.com.br


Cursos de Férias na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Atenção bailarinos e professores, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil divulga a lista dos Cursos de Férias oferecidos por profissionais da instituição, em julho de 2017, durante o Festival de Dança de Joinville.

Dez cursos foram disponibilizados: balé clássico iniciante e intermediário, variações de repertorio, Dueto e Introdução ao Método Vaganova Bolshoi Brasil para professores.

Todos os cursos com certificado via Bolshoi Brasil. A lista já está disponível no site do Festival de Dança (http://www.ifdj.com.br/bolsh…/cursos-2017/compra_cursos.aspx) e a venda já está aberta. Escolha o seu e não perca essa oportunidade


Cirque Du Soleil abre audições para bailarinos

Você é um bailarino profissional e versátil pronto para prosseguir em uma carreira desafiadora e dinâmica em entretenimento ao vivo?

Sua jornada em direção a um palco do Cirque du Soleil começa por uma audição…

A equipe de Casting do Cirque du Soleil está organizando audições dia 31 de agosto de 2017 no Rio de Janeiro, para as seguintes disciplinas:

CONTEMPORÂNEO – CLÁSSICO – JAZZ – HIP-HOP – POPPING – BBOYING – JOOKIN’ – WAACKING – BAILARINOS COM HABILIDADES ACROBÁTICAS.

Sessão de retorno: na sexta-feira, 1º de setembro de 2017.

Se você tem 18 anos ou mais prepare sua audição virtual incluindo:

1. Um CV/currículo;
2. Duas fotos máx (uma de rosto e uma de corpo inteiro);
3. Um vídeo de demonstração caracterizando suas melhores habilidades. Para obter mais informações sobre o que incluir no vídeo clique aqui.
4. Prazo de envio: o mais rápido possível.

Informação importante:

Uma vez que seu pedido completo é enviado, um caça-talentos avaliará seu material;
Se você for selecionado para assistir às audições ao vivo no dia 31 de agosto, você receberá um convite por e-mail com detalhes adicionais.

Observe que:

O Cirque du Soleil não pagará por quaisquer despesas incorridas por participar das audições;
Estas são audições gerais para todas as funções em nossos espetáculos atuais e futuras criações. Se você passar com êxito nas audições, você fará parte de nosso banco de dados de artistas potenciais para futuras chamadas de elenco – não oferecemos contratos nas audições.

Termos e condições gerais de aplicação online:

1. As informações de perfil dos candidatos serão utilizadas pelo Cirque du Soleil e seus parceiros;
2. Material apresentado pelos candidatos não será devolvido;
3. O material dos candidatos que não foram selecionados, pode ser destruído pela equipe de casting;
4. Ao fazer a aplicação on-line, os candidatos que enviaram seu material através de links para demonstração de vídeo concordam que a equipe de casting extrairá se necessário o material a partir destes links para adicioná-lo ao perfil do candidato;
5. As aplicações podem ser consideradas para uma ou mais funções em todos os nossos espetáculos atuais e futuras criações.

Para fazer sua inscrição clique no link abaixo e boa sorte!!!

http://pt.ext.casting.cirquedusoleil.com/apex/ts2mmx__jobdetails?jobId=a…

*Texto publicado originalmente no site Dança Brasil


Abrem inscrições para a Mostra Paranaense de Dança

A Mostra Paranaense de Dança, festival organizado pela ABABTG – Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, reuniu em sua última edição cerca de 15 mil pessoas, com a participação de 83 grupos de mais de 50 cidades. Esse ano, o evento espera dar visibilidade a novos talentos e abrir portas nacionais e internacionais para os dançarinos.

Ontem, a décima edição do evento deu sua largada abrindo inscrições para a seletiva de Curitiba convidando grupos, companhias, escolas e estudantes de dança a participarem do espetáculo. Ter a oportunidade de se apresentar no palco do Guairão, o mais emblemático do estado, com a casa cheia é uma grande oportunidade para os bailarinos, que serão selecionados.

No entanto, vale lembrar que essa experiência única vai muito além do evento em si. Muitos participantes têm encontrado possiilidades de aprimoramento técnico e artístico e oportunidades em companhias profissionais graças à visibilidade que o Festival concede. O bailarino Daniel Perin, de Francisco Beltrão, é um exemplo de sucesso. Participante em diversas edições do evento, ele foi convidado para integrar a Ulm Theater – companhia de dança contemporânea alemã – por meio de uma audição pública, quando o diretor da companhia estava no Brasil por outro projeto da Associação.

As inscrições para a seletiva de Curitiba acontecem entre os dias 13 e 19 de abril e podem ser feitas diretamente pelo site www.ababtg.org.br/mostra. Os inscritos se apresentarão para uma banca de profissionais convidados pela ABABTG no Guairinha entre os dias 4 e 7 de maio.  A abertura oficial do evento, no dia 3, às 20h, contará com a apresentação de bailarinos internacionais premiados no Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart, festival alemão de dança contemporânea. Todas as apresentações são abertas ao público em geral.

A Mostra Paranaense de Dança ainda fará seletivas em Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Campo Mourão e Arapongas para selecionar coreografias de todo o Paraná e demais estados para a grande final. Nas cidades do interior, a abertura das atividades será com a G2 Cia de Dança, com os espetáculos La Cena e Blow Elliot Benjamin, ambos com direção de Cleide Piasecki. Também serão ofertadas oficinas de aprimoramento técnico e artístico em modalidades variadas, ministradas por profissionais habilitados.

Cronograma da edição 2017

Período de inscrições de escolas, academias, grupos e artistas:

  •  Curitiba: de 13 a 19 de abril
  •  Ponta Grossa: de 20 a 26 de abril
  •  Francisco Beltrão: 27 de abril  3 de maio
  •  Campo Mourão: 4 a 10 de maio
  •  Arapongas: 11 a 17 de maio

Obs.: regulamento e inscrições via www.ababtg.org.br/mostra

Período das seletivas nas cidades do Paraná:

  •         Curitiba: de 3 a 7 de maio
  •         Ponta Gross: de 12 a 14 de maio
  •         Francisco Beltrão: de 19 a 21 de maio
  •         Campo Mourão: 26 a 28 de maio
  •         Arapongas: 2 a 4 de junho

Espetáculo de abertura da Mostra Paranaense de Dança

Solistas premiados no Internationales Solo-Tanz-Theater Festival Stuttgart

Data: Quarta-feira, dia 3 de maio, às 20h

Local: Guairinha – Rua XV de Novembro, 971

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), Disk Ingressos e bilheteria do teatro.

Espetáculos dos grupos inscritos na Seletiva Curitiba

Data: de 4 a 6 de maio, às 20h, e 7 de maio, às 18h

Local: Guairinha – Rua XV de Novembro, 971

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Disk Ingressos e bilheteria do teatro.

Mostra Final com os artistas e grupos selecionados:

  •         Entre os dias 16 a 18 de junho, no Guairão.

Oficinas de aprimoramento técnico e artístico

  •         As datas exatas, modalidades e inscrições serão divulgadas no site do evento:

www.ababtg.org.br/mostra <http://www.ababtg.org.br/mostra>

Regulamento e mais informações:

mostra@ababtg.org.br

www.ababtg.org.br/mostra

www.facebook.com/ababtgoficial  

www.instagram.com/ababtg

 

*Com informações de Smartcom

*Crédito Foto: Deborah Chibiaque


Seis curiosidades sobre “A Bailarina”

Olá, Ballet Lovers! A estreia nacional do filme “A Bailarina”, da Paris Filmes, será no dia 26 de janeiro. Então, fiquem ligados nessa data! Embora seja uma animação infantil, o filme vai envolver qualquer amante da arte, da música e da dança, não importa a idade. Podem confiar! 😉 

história, que se passa no ano de 1889, mostra o processo seletivo de alunas para o espetáculo O Quebra-nozes, do Ballet Ópera de Paris.

A protagonista Félicie, que na versão dublada recebeu a voz da atriz mirim Mel Maia, é uma menina que possui o sonho de ser uma bailarina. Apesar das dificuldades, ela não desiste de sua ambição e sai em busca da sua felicidade. Ao lado de seu melhor amigo, Victor, a pequena vive grandes aventuras e descobre um mundo novo cheio de expectativas, disciplina e realizações.

O longa traz muitas referências sutis, e aqui estão algumas delas: 

1) Uma personagem com grande destaque se chama Odette. Achou o nome familiar? Essa é uma homenagem ao Ballet de repertório mais famoso do mundo, O Lago dos Cisnes. Em sua história original, Odette é o cisne branco.

2) Na animação, Félicie foge do orfanato ao lado de seu amigo, Victor, que sonha em se tornar um inventor famoso. O fato curioso é que nesse mesmo período em que a história se passou, realmente existiu um inventor chamado Victor Tatin. Ele ficou mundialmente conhecido por criar protótipos de aeronaves. No filme, o garoto Victor também sonha em conseguir voar. Coincidência? Eu acho que não… 

3) No filme, além de mostrarem a construção da famosa Torre Eiffel, também podemos ver a Estátua da Liberdade sendo erguida. Afinal, foi a França quem presenteou os Estados Unidos com este monumento, para selar a paz entre os dois países. E quem não gosta de uma referência histórica, não é mesmo? 

4) O uniforme de aula da personagem Félicie é muito semelhante ao usado pelas alunas da Escola de Ballet Ópera de Paris, na vida real.

5) Se você gosta tanto de música clássica quanto de artistas atuais, não irá se decepcionar com a trilha sonora de A Bailarina, que conta com nomes como Tchaikovsky e Demi Lovato.

6) Na versão original, a personagem Camille foi dublada por Maddie Ziegler (a jovem ficou mundialmente famosa por sua dança icônica no clipe de Chandelier, da Sia, e por sua grande performance no Reality show Dance Moms). Atualmente, Maddie tem 14 anos e possui uma legião de fãs no Instagram.
Esses, e muitos outros detalhes, fazem do filme A Bailarina uma ótima opção para toda a família.


Tarde de autógrafos com Ana Botafogo

Venha aproveitar uma tarde maravilhosa ao lado da nossa querida Ana Botafogo!! Aproveite para tirar fotos, pegar um autógrafo e ainda conhecer as novidades da marca! O evento acontece amanhã às 17h, na loja Ana Botafogo! IMG_6934


Wicked – assistimos e contamos tudo!

O musical da Broadway que já levou mais de 48 milhões pessoas ao teatro está em cartaz em São Paulo com dança para todos os gostos

Está em São Paulo o musical Wicked, que conta a história das bruxas do mágico de Oz, Glinda – a bruxa boa e Elphaba – a bruxa má, e como esses conceitos de bom e mal nem sempre explicam toda a história. O musical, que estreiou nos Estados Unidos em 2003 e já foi visto por mais de 48 milhões de pessoas ao redor do mundo, é uma adaptação do livro de Gregory Maguire de mesmo título e encanta por diversas razões. Tivemos o prazer de conferir o espetáculo que está em cartaz no Teatro Renault em São Paulo e vamos contaremos tudo aqui (prometemos diminuir a quantidade de spoilers, pois é um espetáculo que realmente vale a pena ser visto!)

Para começar, temos que deixar registrado nossos aplausos (em pé e gritando) para as atrizes Myra Ruiz e Fabi Bang que arrasam do início ao fim. Para os amantes da montagem da Broadway ou do West End de Londres garantimos que o musical não perde em nada para as montagens internacionais. Embora Myra seja a protagonista-mor da história, a veia cômica de Fabi recheia o musical com leveza e piadas especialmente desenvolvidas para a montagem brasileira.

Agora falemos da nossa queridinha, a dança. O musical tem cenas de dança lindíssimas, com figurinos de tirar o fôlego e bailarinos ótimos! E há coreôs para todos os gostos, desde uma sequência de echappès feitos com sapatilhas de ponta (verdes) até um baile com coreografia a là pas-des- deux contemporâneo e aquele carão de teatro musical mais que característico. Não há o que criticar da dança em Wicked, só dizer que queríamos mais!

A dança é usada como recurso cênico para transportar o espectador aos vários acontecimentos que ditam o tom da estória, e podemos dizer que o propósito foi mais que alcançado!

Para quem quiser saber mais sobre esse incrível espetáculo, o site wickedomusical.com.br. A T4F, empresa que trouxe o musical para São Paulo, acaba de avisar que a temporada foi estendida! Ou seja, se joguem, pois vale a pena! Os ingressos custam de 50 a 280 reais e há apresentações com ingressos a preços populares!

Beijos (esverdeados) e arrasem!


São Paulo Companhia de Dança em temporada em São Paulo

No mês de junho a São Paulo Companhia de Dança traz sua temporada de montagens ao Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo. Para os amantes do ballet o cardápio de montagens é recheado: Romeu e Julieta, Suite para Dois Pianos e outras obras, o famoso Gala com montagens de diversos ballets, Criação Jomar Mesquita e outras obras e O Sonho de DomQuixote – esse último tivemos o prazer de assistir no último final de semana.

A montagem de O Sonho de Dom Quixote é primorosa e apaixonante, os bailarinos em cena se utilizam das personagens para levar o espectador em uma viagem ao universo do cavaleiro Dom Quixote e de seu assistente Sancho Pansa, com o pano de fundo da história do jovem amor entre Kitri e Basílio com a coreografia de Marcia Haydée.

O cenário é simples e os elementos cênicos não apagam a atuação forte e surpreendente de alguns bailarinos, como é o caso da Cigana Mercedes (que está incrível nessa montagem) e de Sancho Pança com sua veia cômica. Os protagonistas são maravilhosos e cumprem cada movimento com um sorriso e o corpo de baile encanta pela precisão.

Não perca a oportunidade de assistir essa companhia primorosa, confira mais detalhes no site da Companhia na página do Facebook.

Beijos e arrasem!

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Fotos: William Aguiar


World Ballet Day – Uma maratona de 23 horas de ballet

Ao vivo! Aulas e mais aulas, ensaios, cenas de bastidores, provas de roupa e entrevistas.

É o que acontece durante o “World Ballet Day” um evento online que reunirá, no próximo dia 1º de outubro, em uma única transmissão, 5 grandes companhias de dança espalhadas pelo mundo.

O Ballet da Austrália, o Ballet Bolshoi, o Royal Ballet, o Ballet Nacional do Canadá e o Ballet de São Francisco mostrarão, ao vivo, durante 23 horas ininterruptas de transmissão, suas árduas rotinas diárias… Haja fôlego!

O evento é uma evolução do “Royal Ballet Live”, que aconteceu em 2012. Nele, 9 horas de aulas, ensaios e espetáculos foram transmitidos ao vivo, sem cortes, pelo youtube, numa parceria inédita do Royal Ballet com o Jornal inglês “The Guardian”.

Foi a transmissão ao vivo mais longa realizada pelo Youtube até então!! 200.000 pessoas acessaram a transmissão ao vivo e o conteúdo, que permaneceu disponível no youtube, foi visualizado por 2.5 milhões de pessoas. O Sucesso foi tão grande que inspirou uma iniciativa ainda mais ousada: o “World Ballet Day”.


2014

A Exemplo do “Royal Ballet Live”, o “Word Ballet Day” também foi um evento online, mas desta vez, a partir de 5 países diferentes.

A edição passada contou com a colaboração das mesmas 5 grandes companhias que veremos no próximo dia 1º de outubro: Ballet da Austrália, Ballet Bolshoi, Royal Ballet, Ballet Nacional do Canadá e Ballet de São Francisco.

Elas abriram as postas de seus estúdios e bastidores a fim de permitir que fãs de dança no mundo inteiro pudessem acompanhar, com detalhes, a exaustiva rotina diária dos bailarinos, diretores e coreógrafos que inclui aulas, ensaios, provas de roupa etc.

Os fusos horários locais definiram a ordem das participações e a programação de cada companhia foi transmitida conforme a hora em seu local de origem. A Edição de 2014 nos permitiu acompanhar, entre outros momentos, Svetlana Zakharova ensaiando “Lenda do Amor” sob a direção do coreógrafo Yuri Grigorovich, no Teatro Bolshoi e Carlos Acosta trabalhando nos bastidores de sua montagem de “Don Quixote” para o Royal Ballet, até então inédita!

A transmissão do “World Ballet Day” em 2014 teve 502.823 acessos, com tempo médio de 27 minutos de duração.

2015 – World Ballet Day II

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Este ano, o evento se repete e a transmissão de 23 horas começa com o Ballet da Austrália que, além do ritual diário da aula, vai mostrar ensaios da nova produção de “A Bela Adormecida”, assinada pelo diretor artístico David McAllister, e de mais quatro peças que serão levadas pela companhia à China, no final do mês.
Serão 5 horas de transmissão a partir de Melbourne, na Austrália.

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Na sequência, o Ballet Bolshoi mostrará entrevistas e trechos da sua rotina diária, com aulas, ensaios relacionados à preparação da sua 240a temporada e relatos sobre a noite de Gala em Homenagem à grande bailarina Maya Plisestkaya, falecida em 5 de maio deste ano. Serão 3 horas de transmissão a partir de Moscow, na Rússia.

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Em seguida, o Royal Ballet de Londres fará uma transmissão de 5 horas que incluirá a aula diária da companhia, ensaios, cenas de bastidores de “Romeu e Julieta”, de Kenneth MacMillan – obra que está completando 50 anos de criação- trechos do ensaio da nova produção de “Carmem” assinada por Carlos Acosta (que estreia em outubro) e um pequeno fórum que discutirá “O Futuro do Ballet” com a participação dos diretores artísticos das companhias: Birmingham Royal Ballet, English National Ballet, Northern Ballet e Scottish Ballet.

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A quarta companhia a participar será o Ballet Nacional do Canada, que mostrará sua rotina de trabalho durante 5 horas. Começando com a aula da companhia, seguindo com ensaios ( Winter’s Tale, de Chistopher Wheeldon), provas de roupa (para “ O Espectro da Rosa” e “Chroma”, de Marco Goecke e Wayne McGregor, respectivamente) além de entrevistas e participações especiais.

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A quinta e última companhia a participar do evento será o San Francisco Ballet, que vai exibir: a aula da companhia, os ensaios do repertório da temporada de 2016 e entrevistas com Helgi Tomasson (diretor artístico e coreógrafo titular do SF Ballet) e Liam Scarlet (artista residente do Royal Ballet), que estão trabalhado com a companhia na criação do ballet “Frankenstein”, uma co-produção do San Francisco Ballet e do Royal Ballet, que fará parte do repertório do SF Ballet na temporada de 2017.

Pra quem quiser acompanhar ao vivo, seguem os horários (bem incomuns, diga-se de passagem) das transmissões que poderão ser assistidas a partir deste link: http://worldballetday.com/

Australian Ballet                                  23h (dia 30 de setembro)
Bolshoi Ballet                                         4h (dia 1º de outubro)

Royal Ballet                                             7h
National Ballet of Canada               12h
San Francisco Ballet                           17h

Se o sono ou os compromissos não permitirem, não se preocupem! Depois do dia 1º, os vídeos ficam disponíveis no canal “World Ballet Day LIVE” no youtube 😉

Vale a pena ver!

Fontes:
http://worldballetday.com/
http://www.roh.org.uk/about/world-ballet-day
http://www.bolshoi.ru/en/about/press/articles/2015/3411/

World Ballet Day 2015 with one day of live streaming from 5 companies


Cia Brasileira de Ballet em BH

Depois de se apresentar inúmeras vezes na capital mineira com espetáculos como Don Quixote e Giselle, a Cia Brasileira de Ballet volta à cidade com os ballets “Noite de Walpurgis” e “Paquita Grand Pas Classique”.

A tournée comemora o momento especial da CBB e dos grandes feitos que acumulou desde sua reestreia em 2001: seis grandes produções (com ballets como O Lago dos Cisnes e Giselle), apresentações em mais de 30 cidades brasileiras e em palcos internacionais: Argentina, México, Estados Unidos, Suíça, China, Mônaco, Colômbia e Israel.

Espetáculo imperdível!

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A CBB tem uma história linda, marcada por muita garra e amor pela dança. Criada em 1967 no Rio de Janeiro e há 14 anos dirigida por Jorge Texeira, a Cia Brasileira de Ballet, hoje sediada em Ourinhos (SP), se destaca no cenário das grandes companhias de dança do país. É a companhia clássica nacional com maior projeção no exterior: se apresentou na Argentina, México, Estados Unidos, Suíça, China, Mônaco e Israel. Na Colômbia, apresentou “O Quebra Nozes” para um público de 10 mil pessoas. O reconhecimento da crítica e do público – ocupa o primeiro posto em recorde de público nacional com mais de 35.000 espectadores durante temporada no Teatro Bradesco São Paulo -, levou a Cia a realizar apresentações ao lado companhias como o Kirov (Rússia), Ballet Nacional de Cuba e Visky.

Se destaca também pelo grande número de medalhas em concursos de dança no Brasil e no exterior. É recorde absoluto em primeiros lugares no Festival de Dança de Joinville e acumula premiações em importantes concursos como: Youth American Grand Prix (Nova York), Prix de Lausanne (Suíça), Beijing International Ballet Invitation (China) e USA/IBC International
Ballet Competition (Jackson).

Além da companhia profissional, a CBB compreende um projeto social e didático, sendo apontada como o principal celeiro de jovens talentos da dança no Brasil. Mais de 40 bailarinos que passaram pelo projeto e foram formados por Jorge Texeira hoje se encontram em grandes companhias aqui e no exterior.

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Serviço:

Paquita e Noite de Walpurgis – Cia Brasileira de Ballet
Direção: Jorge Texeira
Data: 1o. de outubro de 2015
Local: Cine Theatro Brasil Vallourec
Rua dos Carijós, 258 – Centro
Complemento: Praça Sete
Duração: 2h
Classificação: Livre

Preço: R$60

Ingressos: http://www.compreingressos.com/espetaculos/4992-cia-brasileira-de-ballet-ourinhos-paquita-gran-pas-classique-e-noite-de-walpurgis-grande-teatro


Bloco da solidariedade

Tá na hora de doar!

Por conta do Carnaval, apro­veite até ama­nhã, dia 28/2 para ir ao Banco de Sangue do INCA e doar san­gue, isso vai aju­dar a sal­var mui­tas vidas! A Ana apóia a campanha:

Anuncio_Doacao_2014_EMAILMK

Para doar san­gue você deve:

– Ter mais de 50kg

– Levar docu­mento ofi­cial com foto (RG, pas­sa­porte, CNH, car­teira de trabalho)

–Ter entre 16 e 69 anos (meno­res ape­nas com con­sen­ti­mento dos pais por for­mu­lá­rio próprio)

– Evitar ali­men­tos gor­du­ro­sos 3h antes da doação.

Faça sua parte com soli­da­ri­e­dade! Bom Carnaval a todos.

Por: Mariana – jornalista, adora escrever e acompanha tudo relacionado às artes!


Callas

Uma home­na­gem digna à per­so­na­li­dade mais intri­gante do mundo da ópera – Maria Cecilia Sofia Anna Kalogeropoulou  — para o mundo ape­nas Maria Callas que com­ple­ta­ria 90 anos no dia 02 de Dezembro de 2013.

Callas, per­so­na­gem vivido devo­ta­da­mente por Silvia Pfeifer ‚sob a batuta de Marília Pêra, atriz de renome não ape­nas conhe­cida por sua capa­ci­dade ini­gua­lá­vel como atriz, mas pro­funda conhe­ce­dora e admi­ra­dora de Maria Callas. Daí seu toque de classe dar ritmo e sua­vi­dade à densa his­tó­ria de vida dessa revo­lu­ci­o­ná­ria musi­cista que defi­ni­ti­va­mente mudou a forma de se repre­sen­tar Ópera.

Cássio Reis vive com muita ele­gân­cia o jor­na­lista e amigo pes­soal de Callas, John Adams. Um encon­tro num misto de admi­ra­dor e jor­na­lista pro­voca o público a refle­tir à medida que Callas vai des­cor­ti­nando pouco a pouco seu olhar para a vida.

Maria Callas, aos olhos huma­nos, tinha tudo para ser o oposto do que alcan­çou, pois logo na infân­cia se depa­rou com uma mãe neu­ró­tica e trau­ma­ti­zada pela sepa­ra­ção, vendo em Callas uma fonte de fazer dinheiro. Impunha a filha a par­ti­ci­par de fes­ti­vais e mais fes­ti­vais e nos momen­tos de des­canso como qual­quer cri­ança, Maria Callas tinha que estudar.

Maria acei­tava aquela edu­ca­ção tirana e sem afeto numa ten­ta­tiva deses­pe­rada de con­se­guir o amor de sua mãe que somente tinha olhos para sua irmã. Dizia que Callas era gorda como uma vaca lei­teira. Aos pou­cos aquela menina doce e frá­gil vis­lum­brou um cami­nho para ser amada. Amor e admi­ra­ção que tomou conta do mundo. E logo a jovem de ape­nas 28 anos era dona do seu des­tino dei­xando para trás lem­bran­ças que mar­ca­ram sua vida para sempre.

Talvez seja esse o maior motivo da seve­ri­dade e obs­ti­na­ção com que Callas rapi­da­mente con­quis­tava a admi­ra­ção de todos por onde pas­sava. Com uma voz celes­ti­al­mente gene­rosa que a pos­si­bi­li­tava des­li­zar desde o tim­bre grave de uma Carmen ao lírico ligeiro de uma Traviata.

Era dessa forma abso­luta e impres­si­o­nante que Maria Callas ganhava o mundo. .

 

 

Uma pre­ci­são abso­luta musi­cal, uma fonte ines­go­tá­vel de emo­ção deu vida a milha­res de per­so­na­gens: Medeia, Tosca, Lucia, Butterfly, Adriana Lecouvreur, Améila, Norma e tan­tos outros. Mas Norma a eter­ni­zou, pois a fez vol­tar em cena 32 vezes.

Mas o que há de tão ins­ti­gante nessa per­so­na­li­dade que tinha o mundo a seus pés ao mesmo tempo que era rejei­tada pelo amor da sua vida? Será que sem­pre que trans­for­ma­mos um ser humano em Mito, auto­ma­ti­ca­mente per­de­mos a verve da pes­soa humana? Porque Callas ao mesmo tempo que tinha mui­tos ami­gos, não tinha nin­guém. Seus últi­mos anos se pas­sa­ram num apar­ta­mento em Paris com­ple­ta­mente iso­lada e triste. Remoendo seus momen­tos de gló­ria que a empur­ra­vam cada vez mais ladeira abaixo, num mundo soturno e solitário.

Talvez ele reen­con­trasse aquela menina mago­ada e triste de sua infân­cia fazendo todas as von­ta­des da mãe por uma sim­ples miga­lha de amor. Mas ela inves­tiu tudo! Virou uma ver­da­deira fera para pro­te­ger aquela menina gorda e desen­gon­çada. Ela até fez regime e se trans­for­mou numa mulher dese­já­vel aos olhos dos outros. Ela ten­tou de tudo para sufo­car aquela menina carente, mas o seu des­tino a trouxe de volta.

No auge de uma car­reira pri­mo­rosa se afas­tou para se dedi­car ao seu con­ter­râ­neo — o mag­nata Aristótelis Onassis —   arma­dor grego, apa­ren­te­mente um homem sem gran­des atra­ti­vos físi­cos, mas  foi ele quem arre­ba­tou o cora­ção daquela menina frá­gil, que habi­tava no ser da Cantora mais bada­lada da época.

Essa menina pro­te­gida e sufo­cada no tem­pe­ra­mento pas­si­o­nal da mulher Maria Callas, essa menina veio à tona, pois foi a pri­meira vez que era amada, admi­rada mesmo que de um modo muito pecu­liar “Onassis” de ser, o fato é que Maria Callas encon­trava naquela con­vi­vên­cia repar­tida sua total razão de ser. Não havia espaço pra mais nada.

Convites recu­sa­dos, car­reira estag­nada. Agora era impor­tante que a menina vivesse um conto de fada, pois que­ria ser feliz para sem­pre ao lado do “prín­cipe” que encontrou.

Eram mui­tas recor­da­ções naquele apar­ta­mento fechado tendo ape­nas pra con­ver­sar sua amiga leal de longa data: sua governanta.

O que res­tava de vida para aquela mulher que foi rou­bada desde a infân­cia no seus direi­tos essen­ci­ais? Ela não teve o amor da mãe, ela não teve o amor do homem que amou, ela não teve direito a dar seu nome ao filho que teve e que horas depois de nas­cido morreu.

Uma mulher do des­tino como se inti­tu­lava. Um reen­con­tro da menina mulher que trans­fe­riu para o mundo a razão do seu pró­prio destino.

Maria Callas: Orgulhosa demais, frá­gil demais.

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Por: Wellen Barros – é cantora Lírica integrante dos Corpos Artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


” A história de uma bailarina”

Para quem é fã e/ ou admira a que­ri­dís­sima Ana Botafogo, até o dia pri­meiro de dezem­bro, no Iate Clube do Rio de Janeiro– Corredor da Rainha (Av. Pasteur, 333– Urca), das 12 às 22 horas, você poderá pres­ti­giar e conhe­cer um pouco mais da vida da nossa grande bailarina.
Com fotos e repor­ta­gens de desde quando “tudo come­çou”, pas­sando por momen­tos espe­ci­ais, acon­te­ci­men­tos mar­can­tes, até os dias atu­ais, a expo­si­ção “Ana Botafogo e a Imprensa” nos trará um breve, lindo e com­pleto resumo da vida pro­fis­si­o­nal dessa grande intérprete.
No dia da inau­gu­ra­ção, Ana Botafogo rece­beu o cari­nho da famí­lia, ami­gos, com­pa­nhei­ros do Theatro e da vida, mos­trando, então, a sua feli­ci­dade estam­pada em seu sor­riso e olhar.
Não perca essa chance de conhe­cer um pouco mais da vida da nossa estrela do Ballet no Brasil.
Por: Ingrid Simpson – É estudante de jornalismo e Licenciatura em Dança. Foi integrante da CIA. de Dança Contemporânea da UFRJ.


Encontro com Clarice Lispector

O monó­logo ide­a­li­zado pela atriz Beth Goulart sobre a vida e a obra de Clarice Lispector traduz-se em uma bela home­na­gem a uma das escri­to­ras mais impor­tan­tes e “polê­mi­cas” de todos os tempos.

Uma per­so­na­li­dade mar­cante um ser humano acima do seu tempo fez da pró­pria dor veí­culo de transcendência.

A obra de Clarice é um con­vite ao auto­co­nhe­ci­mento, daí tan­tas inda­ga­ções e afir­ma­ções às vezes um pouco dis­tor­ci­das do seu fim.

Penso que a obra de Clarice é sur­pre­en­den­te­mente comum a todos os lei­to­res e ao mesmo tempo iné­dita e ino­va­dora, pois tra­zer em pala­vras o lado som­brio pelo qual pas­sa­mos é sem­pre des­con­for­tá­vel à pri­meira vista, mas na ver­dade fas­ci­nante num segundo estágio.

Quem de nós não se viu na per­so­na­gem Joana?

Não era inten­ção da pró­pria Clarice abrir o seu eu, mas era ine­vi­tá­vel dei­xar suas impres­sões pes­so­ais em cada texto escrito.

No monó­logo assi­nado por Beth Goulart – “Simplesmente eu. Clarice Lispector”, encon­tra­mos uma ver­da­deira com­po­si­ção harmô­nica entre a atriz e a escritora.

Essa com­po­si­ção tem como tema prin­ci­pal a Cultura do Encontro, onde  intér­prete  e escri­tora che­gam atra­vés da arte ao uni­verso indi­vi­dual do público, capacitando-o à trans­for­ma­ção. Uma pro­posta bas­tante razoá­vel para se refle­tir na atu­a­li­dade globalizada.

Esse monó­logo é um dos tra­ba­lhos mais impor­tan­tes den­tro do Teatro Brasileiro por­que cum­pre o ver­da­deiro papel da arte do artista, quem vem a ser ques­ti­o­nar, ins­ti­gar, pro­vo­car, valendo — se do seu maior veí­culo que vem a ser a emoção.

…Alivia minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe, por­que, na ver­dade já esta­mos na eter­ni­dade, faze com que eu sinta que amar é não mor­rer, que a entrega de si mesmo não sig­ni­fica a morte, faze com que eu sinta uma ale­gria modesta e diária…”

Esse momento do monó­logo em que a atriz per­so­ni­fica a escri­tora numa prece é o cla­mor de todos nós, na busca cons­tante do enten­di­mento da nossa pró­pria vida.

É ver­da­dei­ra­mente o que bus­ca­mos, pois o encon­tro parte de nós com o outro.

Ah… Clarice Lispector, que geni­a­li­dade a sua em pro­vo­car em seus lei­to­res uma nova lei­tura, um novo olhar, con­se­quen­te­mente, novas des­co­ber­tas nesse rein­ven­tar coti­di­ano que se chama vida.

Obrigada Beth Goulart, por sua ousa­dia em pro­ta­go­ni­zar a voz do incons­ci­ente cole­tivo atra­vés do mundo das pala­vras de Clarice Lispector.

Por: Wellen Barros é cantora Lírica integrante dos Corpos Artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


Triz, o novo espetáculo do “Grupo Corpo”

Triz, o novo espe­tá­culo do “Grupo Corpo”

Estreou, no dia 30 de Agosto, a tem­po­rada com o novo espe­tá­culo do reno­mado grupo mineiro Corpo.

Grupo Corpo Triz 2

A tem­po­rada, que foi do dia 30 de Agosto ao dia 03 de Setembro, no Palácio das Artes de Belo Horizonte, con­tou na pri­meira parte com a apre­sen­ta­ção do bal­let “Parabelo”, de 1997, e na segunda parte “Triz”, o mais novo tra­ba­lho da Cia enca­be­çada pelos irmãos Pederneiras.

Parabelo tem core­o­gra­fia de Rodrigo Pederneiras, música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik. Cenografia de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras, figu­rino de Freusa Zechmeister e ilu­mi­na­ção de Paulo Pederneiras.

Parabelo já é um velho conhe­cido do público. O seu iní­cio é feno­me­nal! O figu­rino com aque­las sapa­ti­lhas colo­ri­das, a música, a ceno­gra­fia e o fim, tudo mara­vi­lhoso. Desde a pri­meira vez que assisti Parabelo, não sei quando, tive uma impres­são cujo sen­ti­mento per­ma­ne­ceu: o iní­cio e o fim são tão for­tes, que foi per­mi­tido ao bal­let dar uma “caída” no meio, não de qua­li­dade téc­nica e beleza, claro, mas uma caída de “bri­lho”. Queria que essa “caída” fosse um pouco mais curta, para nos man­ter 100% liga­dos. Parabelo foi para lá de belo!

Grupo Corpo parabelo

Sobre o novo bal­let do Grupo Corpo, “Triz” — foi o padrão Corpo de qua­li­dade! Fantástico! Coreografado (como sem­pre) por Rodrigo Pederneiras e ceno­gra­fia de Paulo Pederneiras, ilu­mi­na­ção de Paulo e Gabriel Pederneiras. Figurino de Freusa Zechmeister e música de Lenine e seu filho, Bruno Giorgi.

O limite, estar no limite, viver o limite. A vida por um ¨Triz¨ — é a idéia cen­tral do bal­let. Com uma tri­lha com­posta espe­ci­al­mente para o espe­tá­culo, Lenine usou ape­nas ins­tru­men­tos de corda. Instrumentos dis­tan­tes um do outro em todos os parâ­me­tros. Foi do berim­bau à cítara, pas­sando pela bala­laica e o vio­lino. A tri­lha, com­posta por 10 movi­men­tos de uma única peça, tem uma cul­mi­na­ção genial, ter­mi­nando com uma nota de piano, uma única nota, que encerra o ballet.

As cor­das estão pre­sen­tes no cená­rio. Quase 15 kms de cabos de aço for­mam uma parede, ou melhor, três pare­des, com uma saída cada. Essa parede mos­tra soli­dez, mas ao mesmo tempo pode ser pene­trada pela luz e ter uma ima­gem que está atrás dela vazada para frente. Em ape­nas um momento essa idéia do que está atrás poder ser visto foi uti­li­zada. É quando os bai­la­ri­nos dan­çam atrás das pare­des, con­tando em voz alta o anda­mento da música. Neste momento, o casal que se encon­tra no cen­tro ¨da sala¨ fica no escuro. Limites.

O figu­rino é uma malha intei­riça, metade branca e metade preta, que ¨divide¨ o corpo do bai­la­rino ao meio, lado direito e lado esquerdo. Os limi­tes. O figu­rino estava lindo, super con­di­zente com o tema, mas ele nos atra­pa­lhava a obser­var os movi­men­tos dos bai­la­ri­nos. Por vezes, não con­se­gui enxer­gar o que o bai­la­rino fazia, já que a parte preta do seu corpo se con­fun­dia com o fundo, quando este não tinha ilu­mi­na­ção forte em cima. Nos duos, prin­ci­pal­mente femi­ni­nos, che­gava um momento que não se dis­tin­guia que parte do corpo per­ten­cia a quem. Esse efeito foi bem legal, des­nor­te­ante, porém inusitado.

Na minha opi­nião, com os anos, Triz entrará para os ¨clás­si­cos¨ do Grupo Corpo e, con­sequën­te­mente, para o reper­tó­rio bra­si­leiro de dança. Fantástico!

Grupo Corpo triz 1


Estréia nacional da SESC Cia de Dança.

O Brasil agora conta com mais uma com­pa­nhia pro­fis­si­o­nal de dança! Mais pre­ci­sa­mente, nas­ceu ofi­ci­al­mente nesta última sexta, 23 de Agosto de 2013, em Belo Horizonte, capi­tal mineira, a Sesc Cia. de Dança.

 

Com exce­len­tes 21 bai­la­ri­nos, a Sesc Cia. de Dança já estreou com grande expec­ta­tiva e  num pata­mar onde pou­cas com­pa­nhias do Brasil estão. Com a difí­cil mis­são de ser uma cia pro­fis­si­o­nal, ao mesmo tempo clás­sica e con­tem­po­râ­nea, no seu espe­tá­culo de estréia, a Sesc Cia. levou ao palco do Grande Teatro SESC Palladium de Belo Horizonte a sín­tese de ¨La Bayadére¨ e a peça ¨São como pala­vras¨ de Henrique Rodovalho (Quasar Companhia de Dança), cri­ado espe­ci­al­mente para a estréia da SCD.

 

Foi apre­sen­tada toda a his­tó­ria de ¨La Bayadére¨, de forma resu­mida, ou seja, sem maior parte das dan­ças, dei­xando pre­sente os move­do­res de enredo. Gostei muito da forma como isso foi feito. Uma ótima forma de ¨popu­la­ri­zar¨ os clás­si­cos em um país onde as pes­soas não têm o cos­tume de ficar 2:30 hs assis­tindo um espetáculo.

 

Infelizmente, não gos­tei dos figu­ri­nos. Não por que eles eram feios, mas por que alguns foram fei­tos com mate­ri­ais muito moder­nos, e outros não repre­sen­ta­vam a Índia.

 

Ouvi comen­tá­rios sobre a ¨pobreza¨ do cená­rio. Mas ¨La Bayadére¨ tem um cená­rio tão mag­ní­fico, que haja dinheiro para fazer. É uma cia que está come­çando agora, do zero, é que­rer demais que eles tra­gam o cená­rio do tipo Ópera de Paris. Achei o cená­rio do II ato até muito bonito para as con­di­ções. Só não gos­tei daque­les bam­bus depen­du­ra­dos no Ato I. É um cená­rio inte­res­sante, mas achei que não cabe na repre­sen­ta­ção da 1ª Cena de La Bayadére.

 

Os bai­la­ri­nos são todos muito bons! Destaque para os homens, prin­ci­pal­mente Solor (Igor Renato) com uma téc­nica pre­cisa. Mas senti falta de um pouco mais de viri­li­dade mas­cu­lina, em todos os bailarinos.

 

Penso que a dire­ção pecou no tra­ba­lho com a inter­pre­ta­ção dos per­so­na­gens. O artís­tico por vezes estava falho. Tanto nos pri­mei­ros bai­la­ri­nos, quanto no corpo de baile.  O Ídolo de Bronze (Diego Borelli) foi bem. Mas a sua dança não faz o menor sen­tido se ele esti­ver sozi­nho em cena.

 

A res­peito da falta do III ato (O Reino das Sombras), cri­ti­cado por algu­mas pes­soas, con­cordo com a dire­ção. Dentro da esco­lha de remon­tar ¨La Baydére¨ tendo ape­nas 21 bai­la­ri­nos, que é uma mis­são impos­sí­vel, foi certa, ao meu ver, a deci­são de aca­bar com o bal­let no momento em que Nikiya morre. Ao todo a Cia conta com 11 mulhe­res, como fazer um Ato Branco com essa quan­ti­dade de bai­la­ri­nas? Melhor nem ten­tar. O que pode­ria ter sido feito, na minha opi­nião, é esco­lher um bal­let menos grandioso.

 

Enfim, acho que fal­tou para esse pri­meiro tra­ba­lho um pouco mais de pesquisa.

 

Sobre o momento mais espe­rado da noite, o novo tra­ba­lho de Henrique Rodovalho, digo que a peça foi exce­lente! O belo figu­rino coube muito bem na pro­posta e valo­ri­zou muito a movi­men­ta­ção dos bai­la­ri­nos. Mas a impres­são que tive é que o apre­sen­tado era ape­nas 1/3 da obra com­pleta, teve a ¨intro­du­ção¨, mas não senti o ¨ápice¨ e a ¨conclusão¨.

 

Bom, é isso. A Sesc Cia. de Dança estreou. É muito bom ter­mos mais essa com­pa­nhia pro­fis­si­o­nal no país, uma Cia que ainda tem muito a ama­du­re­cer, mas já conta com um elenco de Primeira.