Como controlar a pirueta de acordo com as Leis da Física

Sabe aquele bailarino que faz um milhão de piruetas e ainda termina no balance de frente para o público? Sim… Aquele que você pensa “Não pode ser… esse vídeo foi editado” ou “Esse aí fez um pacto com o diabo”.

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Dança no frio – Cuidados especiais

Com a temperatura mais baixa, não podemos nos dar o luxo de ir para as aulas, mas é importante tomar alguns cuidados maiores em relação ao aquecimento, para evitar de se machucar.
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Ponteiras de silicone: cuide bem delas

Suas ponteiras de silicone podem ter “vida eterna”, se você cuidar delas com carinho <3

Como?

Fiz uma listinha de cuidados especiais:

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Esfriou? Aumentou a nossa necessidade de se aquecer antes das aulas

Com a queda da temperatura fica ainda mais essencial que façamos o aquecimento antes de começarmos as nossas aulas. O aquecimento previne lesões e garante ganhos progressivos nos exercícios que fazemos em seguida.

Mas como posso me aquecer?

Abaixo alguns exercícios que são bons para fazer durante o aquecimento:

Flex e ponta
Sentar com as costas retas e as pernas esticadas a frente.
Flexionar os pés para cima, isso ajudará na meia ponta e nos saltos.
Depois estique-os para baixo, inclinando peito e dedos dos pés, para fazer ponta.

Borboleta
Sentar-se com o pescoço e pernas eretas, juntar os pés e balançar. Vai ajudar no en dehors.
Depois mantendo a borboleta, levar os braços para o chão na frente do corpo, para alongar fortemente o quadril e costas. Cabeça no pé.

Andar pela sala
Caminhando pela sala de aula, pode aumentar e diminuir o ritmo da caminhada, quem sabe até correr.

Mexendo a cabeça
Exercitar as diversas maneiras de se colocar a cabeça: frente, atrás, para baixo, virada e inclinada.

Ombros
Movimentar os ombros juntos e separados para cima e para baixo e rotação.

Elevações
De frente para a barra, na sexta ou primeira posição, fazer elevações e relevés. Pode começar alternando um pé na meia ponta, depois o outro e por fim fazer com os 2.

Pliés
São sempre bem-vindos como aquecimento.

Você também pode utilizar polainas, perneiras, calças ou meias de lã para ajudar no aquecimento.

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Chegando cansado (a) das aulas? Dicas para relaxar

Quem não fica cansado com a rotina de aulas, ensaios + a nossa vida “normal”? Vamos vencer o cansaço e o estresse tentando relaxar quando chega das aulas.
Não vai demorar nada e vai fazer bem para renovar suas energias.

Respire

Preste atenção na sua respiração. Faça isso com calma. Para relaxar, você pode realizar uma série de respirações profundas e lentas.

Massageie-se

Faça uma pequena massagem para relaxar os músculos do pescoço, da nuca, dos ombros e principalmente nos pés e pernas. Com carinho.

Ouça uma música tranquila que você goste

Cuidado apenas para não por uma música muito agitada, lembre-se que o objetivo era relaxar.

Faça um lanche

Coma tranquilamente, sem pressa. De forma meditativa, mantendo-se consciente do sabor, de cada som produzido em sua boca e de todas as sensações vivenciadas nessa experiência.

Afaste-se do computador e do celular

O uso ininterrupto do computador está associado a manifestações de insônia, estresse e depressão.

Cuide de uma plantinha

As plantas não somente ajudam a limpar o ar que você respira, como também são capazes de acalmá-lo.

Relaxe os músculos progressivamente

Se você quer se acalmar rapidamente, experimente este exercício de relaxamento progressivo. Concentre sua atenção nos músculos dos pés. Contraia-os o máximo possível e, a seguir, relaxe-os. Repita o exercício em cada músculo do corpo, até mesmo os do rosto.

Medite

Não é necessário ir para o meio do nada para realizar uma boa meditação. Essa atividade pode ser realizada em qualquer momento ou lugar. Basta concentrar-se na respiração e atentar-se a tudo que se passa ao redor, sem deixar-se levar por qualquer estímulo específico.

São pequenas coisas que muitas vezes a gente que não tem tempo para fazer, mas encontramos tempo para outras coisas… Relaxar é uma delícia!

Vai se sentir sempre pronto para outra aula!

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Coreografias limpas, outro nível

Coreografias limpas saltam aos olhos de quem dança e de quem assiste! Nada como ver tudo organizado, principalmente quando não são solos. Duos e grupos em sintonia, fazendo movimentos iguais, ao mesmo tempo, seguindo o ritmo.


Significado de limpeza em dança

Limpeza – Quando os movimentos ou a coreografia está limpa significa que tudo está acontecendo certo. O mais perfeito possível. Falamos: “Fulana é limpa” ou “precisamos limpar a coreografia”.

Com a coreografia devidamente memorizada vai começar a fase de limpeza. Aprimoramento técnico; percepção de detalhes; confirmação de poses; posições de pernas, braços, mãos, cabeças…; posicionamentos; desenhos.

Para professores

Não podem deixar a preguiça e nem a pressa atropelarem esse processo de limpeza tão importante e essencial para um bom resultado do trabalho.

Para os alunos ou bailarinos

É sempre importante entender as repetições, dar atenção a todos os pequenos detalhes, ajudar o professor ou ensaiador falando quando não sabe muito bem determinado movimento, ou quando perceber que tem alguém fazendo diferente. Ser ser “dedo duro”, mas buscando apenas o esclarecimento do que deve ser feito.

Quanto mais repetirmos, mais teremos o domínio daquela coreografia e como é bom dançar seguro do que está fazendo.

Não será por acaso que, em francês, a palavra ensaio se diz “répéter”. É preciso repetir, repetir, repetir, ensaiar e repetir (de novo).
Uma coreografia limpa vale muito!!!!!!
Pode ser simples, se estiver bem limpinha mesmo fica tão linda!

Texto publicado originalmente em Mundo Bailarinístico

 

 

 

 


Preciso melhorar minha flexibilidade! Como?

Flexibilidade nunca foi o meu forte (talvez por isso eu tenha me tornado Mestre neste assunto; LITERALMENTE). Quando eu era adolescente eu ficava horas com a perna aberta em segunda posição na parede, me esforçando ao máximo (e sofrendo bastante) para adquirir a tão sonhada “abertura completa”.

Anos mais tarde, estudando para escrever a proposta do meu projeto de mestrado, descobri que a cada 5 minutos que eu gastava naquela posição “super confortável” gemendo, suando de dor, enquanto imaginava minha abertura linda (que nunca aconteceu), eu estava, na verdade, 4 minutos e 30 segundos “perdendo tempo”.

“Que raiva!!!!!” “Porque ninguém me disse isso????” Pois, bem, estou aqui para lhe dizer:

1)Ficar MAIS que 30 segundos mantendo a mesma posição NÃO ADIANTA.

2)Ficar MENOS que 30 segundos funciona, mas o tempo ideal são 30 segundos.

3)Fazer o mesmo alongamento apenas 1 vez vai melhorar sua flexibilidade. Mas duas é melhor que 1; 3 vezes é melhor do que 2; 4 vezes é um pouco melhor do que 3 (depende do tempo que você tem pra investir, considerando o custo benefício…). Agora, 5 vezes NÃO é melhor do que 4!!! (Sim, pasme. Mas não se preocupe, daqui a pouquinho vou lhe dar a explicação científica para isso).

4)Em relação ao intervalo entre as repetições do exercício ainda não temos subsídios científicos suficientes para uma conclusão. Espero poder escrever outro post atualizando essa informação assim que possível.

5) Sabe aquela aula de treinamento de flexibilidade por 2 horas seguidas uma vez por semana que você sai sem andar? Dá muito menos resultado do que apenas 10 minutinhos todos os dias.

Se você estiver pensando “Gente… faço tudo errado!” seus problemas acabaram! Sempre há tempo para mudar (mesmo, porque a ciência está em constante transformação e descobertas e eu estou aqui para isso, transformar aqueles artigos complicados em algo fácil de entender e de ser utilizado na prática).

O treinamento da flexibilidade é uma tarefa que leva em consideração (pelo menos deveria) muitos outros fatores além a amplitude de movimento (ADM) que você alcança (em outras palavras: o quanto você abre a perna). No estudo científico sobre flexibilidade levamos em consideração o que acontece no músculo e no tendão (que juntos chamamos de unidade músculo-tendão ou UMT), mas também a sua capacidade de tolerar a dor (aí sim a coisa fica muito mais complexa). Se você tiver curiosidade de entender a fundo tudo isso o Bastidores Centro de Treinamento oferece cursos de formação para professores e bailarinos sobre flexibilidade e muito mais.

Aqui, vamos nos ater a COMO melhorar a flexibilidade:

Você sabia que existem diversas técnicas para treinar flexibilidade?

São exemplos: Passiva estática (Torque constante e ângulo constante); Passiva dinâmica; Ativa estática; Ativa dinâmica; Facilitação neuromuscular proprioceptiva (CR, CRAC)…

Você sabia que dependendo do treinamento que você faz (tipo de técnica por exemplo, ou se você treina flexibilidade antes ou depois da sua aula ou ensaio), você pode melhorar a sua flexibilidade mas diminuir a sua capacidade de saltar por exemplo?

O melhor é que o seu treinamento seja montado por um profissional que entende sobre todas essas influências. A preparação física para bailarinos é uma tarefa muito complexa que inclui MUITAS variáveis que devem ser analisadas e consideradas. Não adianta só fazer aula de ballet, ou mesmo fazer aula de ballet e ir correr no final de semana, ou ir na academia sem um treinamento de acordo com as demandas que você precisa ou mesmo fazer pilates duas vezes por semana.

Levando tudo isso em consideração irei dar sugestões que afetarão o mínimo possível outras capacidades e que otimizarão o treino da flexibilidade, mas lembre-se: se você quiser realmente aumentar o seu desempenho em TODAS as capacidades físicas necessárias para a dança procure profissionais especializados na preparação física de bailarinos.

Aqui vão as dicas:

Use a técnica passiva estática com o ângulo constante.

“Por que essa técnica?” Porque ela é a técnica com o menor índice de lesão (você simplesmente escolhe uma posição, exemplo: pé na barra) e mantém a posição por 30 segundos. As outras técnicas são mais elaboradas e precisam da ajuda de um profissional qualificado e experiente.

“Por que 30 segundos?” Para responder essa pergunta vamos imaginar uma tigela e um pote de gel (gel de cabelo serve). Se você colocar o gel no meio da tigela o que vai acontecer? Ele vai se acumular no meio, mas com o tempo ele vai se espalhar e preencher a tigela até que a superfície fique lisinha e homogênea, não é? Pois bem, esse processo se chama acomodação e também acontece com a UMT (lembrando, unidade músculo-tendão). Se você ficar olhando o gel depois que ele se acomodou completamente vai fazer alguma diferença? Não!  Quando colocamos a perna na barra e flexionamos o tronco estamos alongando os músculos posteriores da coxa (se a postura estiver adequada), após 30 segundos a UMT se acomodou naquela posição e não vai mais se estender. O melhor então é retirar a perna da barra e começar de novo, repetindo isso 3 vezes.

“Por que 3 vezes?” Porque da mesma forma que temos a acomodação da UMT por tempo, temos essa acomodação por séries, um moço chamado Taylor, em 1990, esticou o tendão de coelhos (que doaram sua fluffly vida para a ciência) de 1 a 10 vezes. Ele encontrou que após a 4 série de alongamento o músculo não acomodava mais. Entre a 3 e 4 série ainda podemos observar uma certa acomodação, mas ela é tão pequena que se você não tiver muito tempo é melhor fazer 3 e focar em outro exercício.

“Quantas vezes eu posso treinar por semana?” Todos os dias! Os estudos sobre recuperação ao treinamento de flexibilidade mostram que a UMT está totalmente recuperada após 1 hora! Isso significa que você pode treinar todos os dias, ou até mais de uma vez por dia. Porém, o ideal é que esse treinamento seja feito pelo menos 1 hora antes das aulas ou ensaios ou no final do dia antes de ir embora pra casa. Existem benefícios e malefícios de escolher cada um desses horários, por isso continuo frisando a importância de aprofundar os estudos E/OU procurar a ajuda de um profissional especializado.

“Por que 1 hora antes da aula?” Como eu disse, os estudos (até hoje) mostram que após uma hora a UMT está recuperada, isso significa que as unidades contráteis responsáveis pela produção de força (chamada sarcômeros) estão de volta ao seu comprimento original. Se você treina flexibilidade e vai fazer aula logo em seguida, ou ensaiar, você corre risco de se machucar porque sua UMT não vai ser capaz de executar a mesma quantidade de força que ela deveria antes do alongamento.

“E qual a intensidade que eu devo alongar?” Um estudo de outro moço chamado Chagas e sua equipe, em 2008, avaliou diferentes intensidades e concluiu que quanto mais intenso o alongamento maior a melhora. Acontece que um outro estudo ainda em desenvolvimento que eu assisti em uma conferência, está levantando a hipótese de que altas intensidades trariam respostas inflamatórias na UMT que retardariam a recuperação (sabe quando você treina flexibilidade e no dia seguinte está todo dolorido e não consegue nem colocar a ponta do dedo no chão?). Pessoalmente, eu treinaria um aluno todos os dias em uma intensidade tolerável para ter adaptações mas tentando evitar ao máximo as respostas inflamatórias, enquanto aguardamos a ciência nos fornecer mais informações sobre isso.

Espero que essas dicas possam te ajudar a melhorar a flexibilidade influenciando o mínimo possível em outras capacidades físicas!! Se Tiver alguma pergunta ficarei feliz em responder nos comentários, ou entre em contato!

Para mais informações sobre treinamento e preparação física de bailarinos siga o blog barbarapessalimarques.blogspot e a nossa página no facebook.com/bastidorestreinamento

Referências:

TAYLOR, D. C. et al. Viscoelastic properties of muscle-tendon units. The biomechanical effects of stretching. American Journal of Sports Medicine. v. 18, n. 3, p. 300-309, May/Jun, 1990.

CHAGAS, M.H. et al. Comparação de Duas Diferentes Intensidades de Alongamento na Amplitude de Movimento. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. v. 14, n. 2, p.99-103, Mar/Abr, 2008.


Dica para Professores (as) de Ballet – Preparando suas PRÓPRIAS aulas

Começo de ano e tenho recebido alguns e-mails e mensagens pedindo ajuda sobre planejar as aulas. Aí eu respondo que aqui no Blog tem muitas das minhas dicas todas reunidas. E olha que não é pouco material que tem aqui. Mas fico impressionada com a falta de preparo desses professores. Cheguei a ler um comentário “as informações que acho na Internet são muito superficiais, preciso de mais coisas”. Hei, pera aí! Dar aulas, prepará-las, planejá-las é uma tarefa difícil sim e é uma das funções de um professor de dança!!!

A aula
“Do ponto de vista prático, uma boa aula é um cruzamento de quatro linhas de força. A primeira diz respeito a você. A segunda é o conteúdo em si. A terceira está nas condições externas (ambiente, barulho externo, iluminação, calor, conforto da sala etc.). A quarta e mais importante diz respeito aos alunos” (Texto: Editora Contexto).

Selecionei algumas dicas para ajudar professores e professoras a prepararem suas PRÓPRIAS aulas! Como diriam meus pais “não é dar o peixe, é ensinar a pescar”. Uma aula não pode ser fundamentada somente em ideias dos outros que estão em Blogs…

Um professor, se quer ser profissional, pode sim buscar ajuda, mas deve ter bagagem e formação para dar aulas. Deve criar seus próprios conteúdos, usar sua própria criatividade, perceber a sua turma, as suas condições, os níveis; fazer cursos,comprar e ler livros e juntar tudo isso com a pesquisa que fez na Internet e ter suas próprias aulas.

E digo mais: não deve fazer isso uma única vez por ano!

DICAS PARA ELABORAÇÃO DE PLANOS DE AULAS

1) Ordene as aulas e prepare-se

A ordem das aulas precisam fazer sentido considerando um objetivo e o nível das turmas. Você deve estar preparado para mudanças nesses planos, pois nem sempre vai dar para fazer o que a gente imagina e pronto também para responder perguntas, fazer explicações dentro do que você proprôs para suas aulas.

2) Trace objetivos. 

O que os alunos deverão ser capazes de fazer ao final de um determinado período?

3) Perceba níveis

O que os alunos já sabem fazer? Como aprimorar? Se a turma não era sua, antes mesmo de começar a ensinar coisas novas, procure saber o que os seus alunos já sabem.

4) Desperte interesse nos alunos

Propor pesquisas acerca dos exercícios trabalhados em aula, sugerir que assistam vídeos, contar para eles seus objetivos para eles, colocar um festival ou um espetáculo como meta para irem se apresentar, fazer atividades complementares às aulas normais, aproveitar datas para ter aulas sazonais, são algumas estratégias para despertar e manter o interesse deles pelas aulas.

5) Planeje

É fundamental que você pense como vai dividir suas aulas e de que maneira vai dá-las.

6) Monte as aulas

Principalmente se for algo novo, monte elas antes de sair dando aula na hora. Coreografar as aulas é uma tarefa difícil, mas importantíssima.

7) Escolhas músicas

Ao montar suas aulas, escolha músicas que ajudem você com elas. Alguns exercícios você pode montar em cima de determinadas músicas.

Critérios a serem levados em consideração:

– O tipo de aula
– A experiência da turma
– As condições do espaço de trabalho
– A duração da aula
– A temperatura da sala
– A quantidade de aulas que a turma tem por semana
– A idade dos alunos

Pensando melhor na preparação de uma aula

ESTRUTURA DA AULA

Uma aula de Ballet pode ser dividida em fases:

– Atividades Preparatórias
Aquecimento, movimentos de fortalecimento, pequenos alongamentos

– Treino
Aula em si, barra, centro, diagonal – Trabalho técnico; consciência corporal, aumento das aptidões; promover a qualidade e variedade de movimentos.
É bom existir repetição desde que fundamentada, para não cansar a turma ou perder tempo.

– Conclusão
Finalização da aula, pode ter composições coreográficas, relaxamento ou agradecimentos

GESTÃO DE TEMPO

Uma aula de ballet clássico, tradicional, deve ser dividida entre: aquecimento | barra | centro | diagonal.
Pensando nisso você vai distribuir o tempo entre os exercícios.
Claro que tudo vai depender da quantidade de minutos que tem a sua aula.
Normalmente, elas têm de 45 minutos até 1h30.

Considerando que o gráfico tem 100% dos seus minutos, resolvi dividir em porcentagem, assim fica mais fácil de administrar, independente dos minutos da sua aula. Basta você fazer o cálculo da porcentagem.

Cabe a cada professor estruturar sua aula diante de suas condições (quantas vezes por semana dá aulas, se precisa ou não ensaiar durante as aulas, se quer dar uma aula específica, focada em algum tipo de exercício, se a sala de aula cabem grupos grandes ou pequenos) e elas precisam ser levadas em consideração.

AULAS TEMÁTICAS

Escolher um tema, uma ideia, um movimento ou um grupo de movimentos para trabalhar e desenvolver a partir dessa ideia, objetivos que irão guiar o resto do desenvolvimento da aula, com atividades que levarão à concretização desses objetivos.

Exemplos:

– Preparação para giros
– Aulas voltadas para saltos
– Alongamento/ abertura
– Estímulo de musicalidade
– Direcionando para valsas
– Pas de deux
– Inspirada em algum ballet de repertório
– Usando datas sazonais (dia das mães, páscoa)
– Enfatizar determinada parte do corpo

SÉRIE DE AULAS

Você pode criar uma série de aulas diferentes, mas com o mesmo tema ou mesmo objetivo.

AVALIANDO SUAS PRÓPRIAS AULAS

Ao longo do processo é necessário perceber se está dando certo, se o objetivo está sendo alcançados, se os resultados estão dentro do esperado quando começou a organizar.

Podemos nos reger pelas seguintes perguntas:
– A turma desfrutou a aula?
– A turma achou a aula agradável e acabou com um sentimento de alegria?
– Os exercícios foram apropriados?
– A música foi adequada à aula?

Caso alguma resposta seja não, o professor deverá ser capaz de planear a próxima aula de acordo com a avaliação.

Acho que é isso:
Não é fácil começar. Seria muito mais fácil e cômodo encontrar tudo mastigado, mas não pode ser assim.
Acredito que no meu Blog e em tantos outros tenham muitas dicas legais, bastante material mesmo que a gente compartilha e essa é a intenção, ajudar as pessoas, sejam alunos ou professores, masssssss se a pessoa está tão perdida, ela deve perceber que não talvez não tenha condições de dar essas aulas.

Referência:
https://sites.google.com/site/lucilaportugal/novidades/escoladedancaopenfloor-mirandela/escola-de-danca-open-floor/bodyfusion/os-beneficios-da-danca/nocoes-e-planeamento-de-danca-criativa

 

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Como tirar DRT de Bailarino

Ter um DRT, como a maioria diz, significa ser registrado profissionalmente, ter sua profissão regulamentada na sua carteira de trabalho. Resumindo: teoricamente, se você “tem” um DRT, significa que você é ator ou Bailarino profissional e que está preparado para atuar na área. A diretoria do Sindicato dos Profissionais da Dança tem realizado, com certa frequência, as bancas examinadoras para habilitar profissionais ao registro, no Ministério do Trabalho, condição fundamental para o exercício da profissão.

Apenas bailarinos com D.R.T. podem trabalhar profissionalmente e receber salário e/ou cachê, quem não tem o registro não é legalmente reconhecido como profissional isso é um fato indiscutível, se isso funciona ou não na prática, é outro caso, é falta de comprometimento e visão social. Qualquer trabalho sério que você for fazer como bailarina, vai precisar do D.R.T. e não tem teoria isolada ou crença pessoal que resolva isso.
Para dar aulas em escolas sérias, para dar aulas em escolas de Educação ou projetos e instituições governamentais, para dar aulas em empresas, para trabalhar em uma Cia. de Dança patrocinada e dentro das leis de incentivo…
Enfim, se você quer atuar no mercado profissional que não vivem na informalidade, vai precisar dele.

IMPORTANTE:
D.R.T. não diz se um bailarino é bom ou não, mas é essencial para a evolução de sua carreira.
Então faça sua inscrição no Sindicato De Dança Do Seu Estado. O currículo passará por análise e se for aprovado você será convocado perante uma banca examinadora para uma apresentação de um Solo ou Pas de Deux (duo ou dueto) de qualquer modalidade com duração de 3 minutos.

Os atestados de capacitação expedidos pelo Sindicato para a Delegacia Regional do Trabalho poderão ser como:
– Bailarinos Provisórios: válidos por um ano (que deverá repetir a prova dentro do prazo apara a aquisição do Título Permanente).
– Bailarinos com DRT permanente.
– Coreógrafos.
– Maítre de Ballet.

OBS: Você não precisa ter uma faculdade para ser profissional de Dança ou tirar o DRT, só precisa  comprovar que é um bailarino profissional. É fácil não tem mistério, se você já Dança e estuda sua modalidade há anos, se é um profissional qualificado, sabe o que esta realmente fazendo poderá tirar seu DRT.

O atestado de capacitação profissional só é fornecido aqueles/aquelas que comprovem, efetivamente, estarem aptos para o desempenho das funções. Sem o atestado ninguém pode pleitear o registro na DRT, pois a lei 6.533/78, que regulamentou a profissão, em seu art. 7°, tem III, atribui ao sindicato a responsabilidade de conferir o conhecimento profissional do interessado.

Fonte: Mundodadança

Para informações sobre DRT em São Paulo:
http://www.sinddanca.com.br/drt/

Para informações sobre DRT em Rio Grande do Sul:
http://satedrs.org.br/leis/19/criterios-para-pedido-de-registro-profissional-drt/

Para informações sobre DRT em Rio de Janeiro:
http://www.spdrj.com.br/

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Como portar-se numa audição de ballet?

A leitora Fernanda Miranda pediu dicas de como portar-se em audições. Então o post de hoje é dedicado à ela e para quem mais estiver fazendo audições por aí… Tanto em cias como também em escolas.

Prepare-se

Treine; procure informações de como será esta audição. Em alguns casos existe uma aula que é disponibilizada previamente. Estude.

Alimente-se bem

Cuidado com o que você come antes da audição. Evite alimentos pesados e gordurosos. Beba bastante água.

Controle a ansiedade

Ter a parte emocional sob controle é essencial para quem busca bons resultados em audições.


Não se compare aos outros


Você está ali para dar o seu melhor, sem ficar se avaliando e se comparando às outras pessoas. Faça o que tiver que fazer, sem medos e entregue-se.

Esteja arrumadinho (a)

A aparência é muito importante quando você vai participar de uma audição de dança.

Use sempre roupas simples, de cores mais neutras, limpas, roupas de ensaio descomplicadas. Seu cabelo deve estar muito bem arrumado, sem cair em seu rosto e sua maquiagem deve ser leve.

Sempre chegar mais cedo

Para que você possa aquecer e se ambientar.

Seja respeitoso com os seus companheiros de audição para que todas as pessoas possam executar o teste.

Ouça com atenção o professor

Para fazer exatamente o que eles pediram, pois eles estão tentando avaliar a sua capacidade de seguí-los ao mesmo tempo que eles estão tentando avaliar a sua capacidade de dança.

Não fique “relaxado”

Não se encoste na barra; não sente durante a aula.

Silêncio

Seja disciplinado desde o tempo que antecede até a hora que audição acabar. Busque falar só quando for necessário.

Agradeça!

Finalmente, agradeça ao professor no final da aula e lembre-se numa audição não irão avaliar apenas a sua dança, mas também seu comportamento, mesmo quando você sair da classe.

Texto publicado originalmente no Blog Mundo Bailarinístico.


Bailarinas e as unhas das mãos

É muito comum lermos informações sobre os cuidados com as unhas dos pés das bailarinas, afinal, elas interferem diretamente ao uso de sapatilhas. Contudo, no post de hoje eu resolvi falar das unhas das mãos. Sim! Bailarinas precisam ter pelo menos 2 cuidados (os quais eu vou explicar ao longo deste texto) diferentes em relação à pessoas “normais”.

Porque devemos evitar unhas grandes no Ballet?

Tanto para as aulas quanto para dias de apresentação não é aconselhável que bailarinas tenham unhas muito compridas. Unhas muito longas podem atrapalhar sua rotina bailarinística e o principal cuidado que devemos levar em consideração é a possibilidade de arranharmos nossos amigos durante a execução dos passos, principalmente em passos de centro ou diagonal; ou em giros.

Além disso unhas mais curtas irão ajudar você a preservar a sua meia calça 🙂

Prefira cores discretas

Já pensando nas cores, o ideal é que você prefira cores mais discretas, menos berrantes, principalmente em caso de apresentações. Elas não devem chamar a atenção. Unham muito coloridas contrastam com sua pele e quebram a linha das suas mãos.

Curiosidade

“Unha Bailarina” é um nome que se dá a um formato de unha.
Batizado assim por surgir com um visual inspirado nas sapatilhas de ponta.

Tons suaves completam unhas com formato ‘bailarina’
Inspirado no visual das bailarinas, o novo formato para as unhas pede também tons de esmalte suaves. Apesar de trazer um estilo mais moderninho para as mãos, as tonalidades de rosa, branco e nude são as mais usadas, combinando com as roupas delicadas e romântica.

Texto originalmente publicado no blog Mundo Bailarinístico


Dicas de como escolher uma Academia de Ballet

A seguir está uma lista das qualidades de uma boa academia:

• Um ambiente profissional

Uma academia de dança profissional vai focar em uma coisa: o progresso contínuo do seu filho na dança. Muitas academias de dança são de natureza comercial, concentrando-se mais no divertimento e lazer. As turmas nestes estabelecimentos são geralmente muito grandes. Se você quiser que seu filho aprenda a técnica adequada e receba ensino de qualidade, escolha uma academia de dança profissional, com turmas pequenas e professores sérios.

• Professores qualificados

Assim como todas as academias de dança não são iguais, nem todos os professores são iguais também. Sua escolha para um professor de dança é crucial para o sucesso futuro do seu filho como um bailarino. Maus hábitos aprendidos em uma idade jovem são extremamente difíceis de quebrar. Verifique as qualificações do professor. Certifique-se de que ele ou ela possui uma formação em dança, é certificado ou já dançou com uma companhia profissional.

• Turmas pequenas

Quanto menor a turma, mais a atenção individual seu filho irá receber. É mais fácil para o professor manter o controle sobre uma classe menor, que permite uma maior instrução personalizada. Cada bailarino na classe merece devida instrução e correção do professor.

• Um ambiente agradável

O ambiente global de uma academia de dança é a chave para o sucesso de seu filho. A academia deve ser acolhedora e convidativa, bem como o pessoal. O local deve estar limpo e bem conservado. A sala de dança deve ser bem arejada e espaçosa, com espelhos que cobrem, pelo menos, uma parede inteira.

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Variações corporais para movimentação consciente e natural

Com certeza você já ouviu muito nas aulas de dança que para ficar boa é preciso repetir milhões de vezes o mesmo exercício ou movimento. Mas, qual é o limite da repetição? Realmente aprendemos rápido? E até que ponto é saudável começar uma aula com 12 pliés/grand pliés?

Tenho refletido bastante sobre mudanças corporais no mundo atual e a forma com que o ser humano lida com o corpo no dia a dia.

São horas sentado em frente ao computador ou no celular, sentado no trabalho, sentado na escola, sentado estudando, sentado se deslocando para algum lugar, sentado conversando com amigos e familiares. Ou seja: horas sentado. E desde quando fomos feitos para passarmos tanto tempo assim?

Na verdade, fomos feitos para agirmos ao contrário disso: para andar, correr, pular, etc.

Não é à toa que meu fisioterapeuta sempre fala: passou 8h trabalhando sentada, redigindo textos, e quer começar a aula de dança com vários movimentos repetitivos e intensos. Ele tem razão. É preciso calma!

Atualmente, cresce o aumento da limitação do indivíduo no espaço, impactando em sua movimentação. Porém, em contraponto ao estilo de vida contemporâneo, vêm surgindo discussões sobre resgate da movimentação natural e de saúde do corpo e, claro, a dança pode se beneficiar disso.

Em muitas aulas de dança, como as de balé clássico, existe a repetição exagerada de exercícios, a fim de alcançar a perfeição de movimentos. E, levando-se em conta a rotina vivida pela maioria das pessoas (longo período de inatividade e/ou atividades repetidas), a ocorrência de machucados pode ser facilitada, devido à sobrecarga no corpo.

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Que tal, então, trabalhar ao contrário e promover variações? Existem diversas maneiras de estimular o corpo para chegar a determinado movimento ou desempenho, como, por exemplo, a pirueta. Teria mesmo necessidade de fazer repetidamente ou é possível aprender de forma mais rápida e efetiva através de versões diferentes do movimento? Para alguns cientistas é possível sim e esta abordagem foca em desenvolver novas habilidades motoras.

Variar a movimentação, além de gerar mais versatilidade e rapidez na percepção da ação, ainda pode auxiliar a autodescoberta corporal, uma vez que o indivíduo começará a entender que é único, ao invés de forçá-lo a fazer determinado movimento padrão (sem levar em conta que cada corpo é um corpo).

Por isso as variações são importantes, pois incentivam cada um a pensar de maneira pessoal.

De acordo com Débora Pereira Bolsanello, autora do livro Educação Somática, é fundamental criar estímulos aos alunos a fim de desenvolver a sensação corporal, a percepção de movimentação e a intenção de cada ação, dando a liberdade para mover-se. De fato, sem essa lógica de individualidade e singularidade, também destacada pela autora e muito reforçada aqui no blog, o aluno se torna um copiador de exercícios e não um dançarino consciente e independente.

A ideia não é desconstruir movimentos da dança nem dar a entender de que são errados, mas refletir sobre o método de se chegar até eles. O foco é promover exercícios com modelos e estímulos diferentes aos alunos, a fim de aprimorar a percepção da individualidade e a movimentação saudável do corpo.

Os benefícios podem ser enormes. Para a dança, o importante é libertar e diversificar o corpo no espaço. Então, varie. Procure diferentes meios de alcançar o fortalecimento, o equilíbrio, a estabilidade e a flexibilidade. Não se prenda. Torne seu corpo versátil, ele foi feito para isso. Deixe que ele volte a se movimentar de maneira natural.

Com isso em mente, com certeza seu corpo também estará mais preparado para imprevistos, surpresas e dinâmicas corporais. 

Foque na variação! 

Um exemplo: para realização de fouettes, o fortalecimento nos braços e, principalmente, abaixo das axilas, é essencial. Ao invés de ficar horas com o braço estabilizado na lateral durante a barra, por que não promover diferentes estímulos de força? Se pendurar é uma boa maneira de fortalecer os músculos dos ombros e escápulas.

Texto originalmente publicado no blog Bem Dança


6 dicas para ser um bailarino melhor em 2017

 

Ser um bom bailarino requer disciplina, treino, prática e paixão. Estas 6 dicas vão ajudar quem adora dançar, a focalizar a atenção nos aspetos que são realmente importantes para ser um bailarino cada vez melhor.

Uma boa escola: um bom dançarino requer uma boa escola, por isso, se o seu sonho é pisar os melhores palcos, invista na melhor formação. Antes de se inscrever, procure as escolas com as melhores referências, os professores com mais nome no mundo da dança. Este é um investimento que valerá a pena…

Aprenda com os outros: para além de um excelente professor, tornar-se um dançarino melhor também passa pela observação de outros bailarinos. Veja filmes, programas de televisão, competições e espetáculos de dança ao vivo – veja tudo o que puder, aproveitando para observar bem a postura, as técnicas e os movimentos dos bailarinos. Aproveite para usar aquilo que viu e aprendeu nas suas próprias coreografias.

Melhore a postura: a postura é tudo num dançarino e é preciso mantê-la corrigida e alinhada sempre! Como? Costas direitas, ombros para baixo e para trás, cabeça levantada. Isso vai refletir-se positivamente cada vez que pisar o palco para dançar.

Alongamentos diários: o corpo de um dançarino é o seu bem mais precioso e a sua principal ferramenta de trabalho, por isso, precisa de estar em forma! Os alongamentos diários podem muito bem ser o segredo do sucesso de muitos bailarinos, pois garantem uma maior flexibilidade ao corpo, o que por sua vez vai refletir-se na forma como dança: quanto maior a flexibilidade do corpo de um bailarino, mais fácil será efetuar qualquer tipo de movimento e passos, sendo que esses vão ser elegantes e não vão parecer esforçados, mas naturais. O sonho de qualquer dançarino de sucesso, não é verdade?

Aperfeiçoe a técnica: aquilo que separa um bom dançarino de um dançarino excelente é, sem dúvida, a técnica. Saber dançar os passos de uma coreografia é fundamental, mas executar esses passos na perfeição é aquilo que o pode tornar um bailarino fora de série. Pratique, pratique, pratique…

Relaxe e entregue-se: dançar é uma arte e cada coreografia conta uma história – é assim que um dançarino se expressa e é assim que cativa e emociona quem o vê. Mas, para conseguir transmitir tudo isso, é essencial que um bailarino esteja completamente relaxado, entregue à música e à sua paixão. Respire fundo, sorria, deixe-se levar… afinal de contas, dançar também faz bem à saúde!

FONTE: Passo Base

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Como cuidar dos seus figurinos

Todo mundo deve ter muitas dúvidas de como cuidar do figurino e conservar ele da melhor maneira.
Nunca sabemos se é melhor levar em uma lavanderia ou lavar em casa mesmo, então tenho aqui algumas dicas que vão te ajudar a manter seu figurino em perfeito estado por mais tempo.

❤ O que nunca devemos fazer:

Nunca lavar a seco
Nunca usar sabão em pó
Nunca pendurar no varal
Nunca lavar na maquina
Nunca torcer
Nunca deixar de molho
Nunca esfregar os cristais
Nunca deixar no sol

Para manter a roupa sem cheiro de suor, cigarro, perfume, incenso e etc. sem precisar lavar sempre, o ideal é toda vez que usar o figurino, tire ele da mala o quanto antes e deixe aberto em um lugar arejado por um dia todo, depois espirre Lysoform spray (encontrado em qualquer farmácia) e deixe em lugar ventilado por mais algumas horas, dessa forma já eliminamos bactérias e mais de 90% de qualquer cheiro desagradável.

Dê preferência por guardar seu figurino em caixa de papelão. As sacolas plásticas são pouco arejadas e podem ficar com cheiro de mofo. Pra evitá-lo, você também pode usar pedaços de giz escolar soltos dentro da caixa ou do armário, eles tiram o excesso de umidade do ar.

Outra opção é deixar em cabides protegidos por aquelas capas de terno ou em portas tutus e colocar alguns giz escolar dentro da capa.

Obs: O giz escolar é interessante coloca-lo dentro de um saquinho de pano pra não ficar em contato direto e sujar a roupa. Faz efeito por um ano mais ou menos, quando ele começar a ficar amarelado é hora de trocar.

E por último, quando for dançar e for transportar seu figurino, procure usar portadores específicos para roupas. Não envia jogado dentro da bolsa, ou numa sacola qualquer.

Texto por Shaina Nur – Atelier Fazendo Arte by Shaina Nur


Dicas de Ballet – Como melhorar sua presença de palco

Se você está no palco tenha a certeza de que o  público irá sentir a sua energia,  independentemente do papel que você está dançando. Você precisa definir como quer ser vista no palco. Costumo dizer que quanto mais vergonha a gente tem, mais vergonha a gente faça. Confira essas dicas sobre como melhorar a sua presença de palco e tente fazer o seu melhor!

IMAGINE-SE
Use a imaginação, tente se ver no palco antes de estar nele. Já pense como vai agir, ensaie isso também, a sua expressão, a sua intenção. Passe isso em sua mente para não ter que pensar nisso só na hora, pois não vai sair. Tente praticar também. Nos ensaios, muitas vezes, a gente não marca esse tipo de coisa, mas depois,se a gente não treinou, ficará difícil de fazer!

USE SEUS OLHOS
Não basta deixá-los vaguear aqui e ali, sem foco durante a coreografia. Comece a usá-los nos ensaios, focando o seu olhar. Quando o seu olhar tem direção, todo o seu rosto tem direção. Isto dará a sua dança um senso de intenção e convicção.

ÉPAULMENT
Épaulment significa “ombros”, e é a inclinação da parte superior do corpo para criar ângulos interessantes no ballet. Ele é o centro de todos os belos rostos e enquadramento expressivo que você vê.

DANCE GRANDE
Normalmente o palco é enorme e é seu trabalho para preenchê-lo, mesmo que esteja sozinha ou em pequenos grupos. Aproveite ao máximo absoluto de cada passo e transição. Exagerar os movimentos, tornando-os visíveis até mesmo para a última pessoa sentada na última fila.
Quanto maior você se projeta, maior a sua presença e mais todo mundo vai notar você. Claro, tenha sempre em mente as considerações de espaço coreográfico e posicionamento.

 

DÊ VIDA
Não importa o tamanho do seu papel dentro do espetáculo, pode ser solista, pode ser figurante. Os grandes dançarinos podem fazer o público sentir toda uma gama de emoções até ao levantar um port de bras. Estude o seu papel, todos são igualmente essenciais para que o espetáculo tenha sentido como o todo. Que esteja parada, mas que seja a bailarina parada mais bonita que alguém já viu!!!!

COMPOSIÇÃO
Maquiagem, penteado, fantasias, são elementos valioso que devem sem dúvidas ser usados a nosso favor, para entrarmos no papel e nos sentirmos ainda mais confiantes. Precisamos fazer parte de uma atmosfera bailarinística! E eles irão ajudar você a se sentir uma bailarina…

TRANSPIRAR CONFIANÇA
Não vai ser fácil, mas tente sempre estar ciente de sua expressão no palco. Mesmo se você esquecer um passo ou escorregar, mantenha o carão!  O público muitas vezes não conhece ballet, outros conhecem mas não sabem a coreografia, logo, sim, você pode enganá-los com confiança e eles  podem nem perceber que algo de errado aconteceu.


10 Tutoriais de Coques para aula e apresentações

Olá bailarinas e bailarinoos! Tudo beleza com vocês?
Então…. Eu estava pensando um pouco… Muitas bailarinas não fazem um coque bonito e bem preso para a aula, ou então nem de coque vão. Só prendem o cabelo com um amarrador, sem gel, sem spray fixador, sem grampos…. E não é muito legal ser vista como uma bailarina com o coque todo feio ou até mesmo só  com um rabo de cavalo, não concordam?

Não é nada difícil fazer um coque para a aula! Além do mais, existem tantos tipos de coques, que a cada dia você pode fazer um, ou se você prefere, usar o que mais gostou todos os dias. É algo que leva poucos minutos e te deixa com uma aparência melhor.

Vou deixar uns links de tutoriais de alguns coques para vocês darem uma olhada e talvez eles possam ajudar vocês 😉

Tutoriais:

> coque rolinho: aqui

> coque banana: aqui

> coque camponesa: aqui

> coque tiara de trancinha: aqui

> coque clássico: aqui

> coque rosquinha com trança: aqui

> coque com franja de lado: aqui

> coque rosquinha: aqui

> coque com trança: aqui

> coque buque de flores: aqui

Bom gente, esses foram alguns coques que separei para vocês! Espero ter ajudado!

Um beijo e até mais 🙂


O que eu devo ou não levar ou usar ou não usar nas apresentações

Em geral leve e use o que seu professor pedir! Mas dê uma olhadinha que separei os itens básicos:

♥ Água, é sempre bom ter.

♥ Meia calça extra (se você tiver uma meia extra é bom levar, elas adoram rasgar na hora de dançar)

♥ Use uma calcinha para palco ou uma calcinha cor da pele, ou preta, ou da cor da sua roupa

♥ De preferência sem sutiãs, a não ser que o figurino necessite ou permita. Nada de ficar com as alças para fora. De preferencia cor da pele.

♥ Lenços umedecidos e cotonetes, caso erre a maquiagem no meio do caminho e precise tirar

♥ Lanches leves (caso tenham programado que irão comer enquanto estão no Teatro)

♥ Tesoura, alfinetes, linha e agulha, pode precisar.

♥ Gel, muitos grampos, spray de cabelo, lacinhos para prender o cabelo (nunca leve um só)

♥ Maquiagem

♥ Caso use pontas leve esparadrapos, um pouco de breu (se achar conveniente), algo para aquecer os pés antes de entrar no palco, como meias, polainas ou botas de aquecimento, talco para por nas ponteiras

♥ Toalhinha pequena, caso venha suar muito ou precise lavar o rosto

NÃO USE

♥ Colares, pulseiras, relógios, brincos, piercings, alargadores, “fitinhas do senhor do Bonfim”, esmaltes coloridos, redinhas de lã ou coloridas, gel com glitter, A não ser que façam parte dos figurinos ou o professor peça.

NÃO LEVE

♥ Lanches pesados e coisas desnecessárias.