Piercing, pode?

Esses dias a @heycaroldias perguntou no Instagram do Mundo Bailarinístico: “Bailarina pode usar piercing?” e a pergunta dela virou post!!! Mande também sua pergunta para eu responder por aqui 😉 Por enquanto vamos ficando com a resposta dela:
Em relação aos piercings, acredito que entrem na categoria acessórios, junto com os brincos, os anéis, os colares. É sabido que não é aconselhável que usemos jóias ou bijuterias na sala de aula, porque a pode machucar.

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O que é um Cambré?

A pergunta de hoje foi da Giovanna Biondo:

O que é cambré Devant?

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Fiz ballet quando eu era pequena, consigo voltar?

Essa é a pergunta de muitas leitoras do Blog e tenho certeza que muita gente que já fez ballet quando era criança tem essa mesma dúvida. A verdade mesmo é que todas têm a resposta dentro de si, no coração, só que muitas vezes tem medo de ouvir o SIM como resposta.

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Ballet Adulto – Nunca fiz ballet na vida

“Nunca fiz Ballet na vida, mas sempre tive vontade de fazer, eu acho tão bonito”… Quantas e quantas vezes eu já ouvi essa frase em resposta quando eu digo que faço ballet! E a minha resposta sempre é: “E porque não vai fazer?” – O ballet para não crianças existe, está cheio de adeptos e adeptas incentivando, inspirando e mostrando que a o ballet não é só para crianças, o ballet é para quem quiser fazer!

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Aquecimento para crianças

Algumas dicas para dar aquecimento para as pequenas. É importante para que não se machuquem durante os exercícios.
Um bom aquecimento é a melhor forma de começar uma aula. Durante a aula os músculos são utilizados, alongados, vai levantar a perna, curvar o corpo e antes de começar então é bom fazerem exercícios leves, que podem ser repetido 10 vezes.

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Dança no frio – Cuidados especiais

Com a temperatura mais baixa, não podemos nos dar o luxo de ir para as aulas, mas é importante tomar alguns cuidados maiores em relação ao aquecimento, para evitar de se machucar.
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3 DICAS IMPERDÍVEIS PARA SOLISTAS

Durante várias anos no qual participo da banca de jurados em diversos festivais, tenho certo de que é preciso mais do que a técnica deslumbrante para ter sucesso em competições nacionais e internacionais. Você também precisa de um excelente coach (treinador).

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Ponteiras de silicone: cuide bem delas

Suas ponteiras de silicone podem ter “vida eterna”, se você cuidar delas com carinho <3

Como?

Fiz uma listinha de cuidados especiais:

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Porque você não deve faltar às aulas e ensaios

Faltar nas aulas é tempo perdido! A vida é muita curta para faltarmos no ballet e nos ensaios.

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Pare de duvidar de si mesmo

Já parou para pensar quantas vezes você não acredito em você mesmo? Cada vez que a gente pensa negativo, que não vamos conseguir é como se nos boicotássemos.

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Em julho, Joinville se torna o principal palco da dança no país

35º Festival de Dança de Joinville traz estreia da Cia. Deborah Colker para Noite de Abertura.
Evento ocorre de 18 a 29 de julho, 12 dias que fazem de Joinville – a capital nacional da dança – o palco para personalidades artísticas e bailarinos de 17 estados brasileiros, do Distrito Federal e do Paraguai e Argentina

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Meu sonho era ser bailarina

As manifestações culturais se expressam em diversas áreas como na música, no teatro, nos esportes e na dança. Historicamente a dança sempre se mostrou instrumento fundamental para a expressão de um povo, seja de forma religiosa, lúdica ou performática.

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Ballet adulto – Comece sem medo

Esses dias uma aluna nova, adulta, que nunca fez ballet antes, entrou nas aulas e duas coisas me chamaram a atenção e me fizeram vir escrever esse post.

A primeira observação é a facilidade que ela teve em entender os movimentos, as posições, a colocação do corpo de uma maneira geral, seguindo o ritmo. E a segunda observação, é dessa que vou falar aqui: é a cara de medo dela!

Primeiro foi assistir a primeira aula, sem fazer, só olhar. Quando terminamos a aula eu perguntei se ela gostou e ela respondeu que sim mas que estava assustada. A turma está um pouco adiantada em relação a ela que é iniciante, mas por questões de horário e estrutura e nessa turma que ela teria que voltar e voltou! Eba! Ela ter voltado foi a primeira vitória do ballet.

Então ela está frequentando as aulas, mas com aquele olho esbugalhado, uma tensão que transparece em cada gesto. A questão é, medo de que? Não há o que temer! Primeiro porque, no ballet, assim como em qualquer situação que a gente possa estar com medo ou vergonha, aquilo é tão íntimo e as pessoas ao nosso redor não estão nem aí pra nada disso. Ninguém está nos julgando ou cobrando, além de nós mesmos.

Além disso, todo mundo ali naquela turma já passou por isso. As primeiras aulas, os primeiros passos, as primeiras dores e as descobertas. Todos sabem ou imaginam como está se sentindo em seus primeiros dias de aula.

Comece sem medo! Entregue-se!

Não ache que você não vai conseguir, que as coisas são intangíveis, pois não são.

Basta querer, prestar atenção, repetir, repetir, repetir, perguntar que vai sair!

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Esfriou? Aumentou a nossa necessidade de se aquecer antes das aulas

Com a queda da temperatura fica ainda mais essencial que façamos o aquecimento antes de começarmos as nossas aulas. O aquecimento previne lesões e garante ganhos progressivos nos exercícios que fazemos em seguida.

Mas como posso me aquecer?

Abaixo alguns exercícios que são bons para fazer durante o aquecimento:

Flex e ponta
Sentar com as costas retas e as pernas esticadas a frente.
Flexionar os pés para cima, isso ajudará na meia ponta e nos saltos.
Depois estique-os para baixo, inclinando peito e dedos dos pés, para fazer ponta.

Borboleta
Sentar-se com o pescoço e pernas eretas, juntar os pés e balançar. Vai ajudar no en dehors.
Depois mantendo a borboleta, levar os braços para o chão na frente do corpo, para alongar fortemente o quadril e costas. Cabeça no pé.

Andar pela sala
Caminhando pela sala de aula, pode aumentar e diminuir o ritmo da caminhada, quem sabe até correr.

Mexendo a cabeça
Exercitar as diversas maneiras de se colocar a cabeça: frente, atrás, para baixo, virada e inclinada.

Ombros
Movimentar os ombros juntos e separados para cima e para baixo e rotação.

Elevações
De frente para a barra, na sexta ou primeira posição, fazer elevações e relevés. Pode começar alternando um pé na meia ponta, depois o outro e por fim fazer com os 2.

Pliés
São sempre bem-vindos como aquecimento.

Você também pode utilizar polainas, perneiras, calças ou meias de lã para ajudar no aquecimento.

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Chegando cansado (a) das aulas? Dicas para relaxar

Quem não fica cansado com a rotina de aulas, ensaios + a nossa vida “normal”? Vamos vencer o cansaço e o estresse tentando relaxar quando chega das aulas.
Não vai demorar nada e vai fazer bem para renovar suas energias.

Respire

Preste atenção na sua respiração. Faça isso com calma. Para relaxar, você pode realizar uma série de respirações profundas e lentas.

Massageie-se

Faça uma pequena massagem para relaxar os músculos do pescoço, da nuca, dos ombros e principalmente nos pés e pernas. Com carinho.

Ouça uma música tranquila que você goste

Cuidado apenas para não por uma música muito agitada, lembre-se que o objetivo era relaxar.

Faça um lanche

Coma tranquilamente, sem pressa. De forma meditativa, mantendo-se consciente do sabor, de cada som produzido em sua boca e de todas as sensações vivenciadas nessa experiência.

Afaste-se do computador e do celular

O uso ininterrupto do computador está associado a manifestações de insônia, estresse e depressão.

Cuide de uma plantinha

As plantas não somente ajudam a limpar o ar que você respira, como também são capazes de acalmá-lo.

Relaxe os músculos progressivamente

Se você quer se acalmar rapidamente, experimente este exercício de relaxamento progressivo. Concentre sua atenção nos músculos dos pés. Contraia-os o máximo possível e, a seguir, relaxe-os. Repita o exercício em cada músculo do corpo, até mesmo os do rosto.

Medite

Não é necessário ir para o meio do nada para realizar uma boa meditação. Essa atividade pode ser realizada em qualquer momento ou lugar. Basta concentrar-se na respiração e atentar-se a tudo que se passa ao redor, sem deixar-se levar por qualquer estímulo específico.

São pequenas coisas que muitas vezes a gente que não tem tempo para fazer, mas encontramos tempo para outras coisas… Relaxar é uma delícia!

Vai se sentir sempre pronto para outra aula!

Texto publicado originalmente no blog Mundo Bailarinístico


Conheça o Best Performance and Movement, método de treinamento físico específico para bailarinos

Ao contrário do que se pensa, pesquisas recentes na área da lesão e treinamento com bailarinos revelam que o ballet clássico e outras formas de manifestação da dança não são suficientes para preparar o corpo do bailarino para as demandas físicas para as quais ele é requisitado. Desta forma, para ter uma carreira longa e saudável o bailarino deve ser, dentre outras características, forte e flexível e utilizar treinamentos complementares para alcançar esses níveis pretendidos.

De acordo com os princípios do treinamento foi necessário o desenvolvimento de um método respeitando a especificidade da dança. Após pesquisas laboratoriais e clínicas por mais de 10 anos, Bárbara Pessali Marques desenvolveu e patenteou o Best Performance and Movement, um método de treinamento físico específico para bailarinos com exercícios criados de acordo com as demandas da dança.

Os exercícios visam aprimorar a técnica da dança. Foram utilizados como inspiração passos do ballet clássico, dança contemporânea e exercícios utilizados no treinamento de força, resistência e flexibilidade. Os exercícios foram criados pensando na especificidade do ballet clássico bem como de outras modalidades de dança.

Acesse o vídeo abaixo e entenda como o Bastidores funciona!!


Estreia mundial do ballet “O Menino do Pijama Listrado”

No último dia 25 de maio, no centro cultural “Cast”, em Doncaster, Inglaterra, estreou mundialmente o ballet “O Menino do Pijama Listrado”. Baseado no livro homônimo do escritor irlandês, John Boyne, lançado em 2006, a história foi adaptada para um filme de longa-metragem, em 2008. O enredo dramático é simples e linear, porém denso.

O menino Bruno, belamente interpretado por Metthew Koon, é filho de um general da SS, o exército nazista. O general, interpretado por Javier Torres, é promovido à comandante e se muda de Berlim com a família. Bruno, seu pai, sua mãe (Hannah Bateman) e a irmã Gretel, de 13 anos. Interpretada por Antoinette Brooks-Daw, Gretel chamou a atenção pela doçura e precisão.

Assim que abriram as cortinas, a primeira cena nos situou em tempo em espaço. Uma sala fria com luz entrando por uma vidraça bem acima da mesa de madeira, posta em um pequeno elevado, onde o comandante trabalhava. Uma águia prateada, símbolo do exército alemão, era a única peça de decoração além da mesa. A decoração do ballet, criada por Mark Bailey, foi simples, objetiva e eficaz. Em especial a cerca.

Com um lado mais alto que o outro, a cerca atravessava o palco em linha reta e transmitia a ideia da imensidão de ‘out-with’. Esse é o nome do local, segundo Bruno, um menino de 8/9 anos. Out-with é provavelmente Auschwitz. Na longa cerca, Bruno conhece Shmul (Filippo Di Vilio). Um menino que vive do outro lado e veste um pijama listrado. Os dois, que tinham a mesma idade, ficam amigos. Bruno visita-o regularmente e um dia decide entrar no campo de concentração para ajudar Shmul a encontrar seu pai. Shmul leva para Bruno um pijama como o dele e os dois se misturam com outros prisioneiros. São levados a uma sala onde devem entregar os uniformes listrados, e mortos numa câmara de gás.

O pai de Bruno, que se tornou o diretor de ‘out-with’ como parte da sua promoção, fica desolado ao encontrar, junto com a sua esposa, as roupas de Bruno do lado de fora da cerca.

O coreógrafo Daniel Andrade, que é Brasileiro, conseguiu, explorar o temperamento de cada personagem, não só através de sua coreografia, mas também através da plasticidade individual dos bailarinos. Com cada movimento cuidadosamente escolhido e trabalhado, a coreografia de Andrade mostrou riqueza de detalhes, porém, nenhum desnecessário. Houve muita dança durante todos os momentos, inclusive em momentos onde tradicionalmente se faz mise-en-scène, como cumprimentos. Através de soluções teatrais fantásticas e cenas muito bem costuradas, Daniel de Andrade transmitiu com maestria a história proposta.

A promoção do pai de Bruno foi encenada pelo Fury em uma bela dança com soldados. O Fury, que em inglês quer dizer fúria, é a interpretação/pronúncia de Bruno para Führer (Hitler). Esse jogo de conceito e sentido está na obra literária de Boyne. Porém, o coreógrafo Andrade foi além. Daniel Andrade, em uma solução teatral fantástica, transformou Fury em um personagem. Fury representa o mal e manipula os personagens centrais do exército SS na trama. Mlindi Kulashe, interpretando Fury, vestia negro e em todos os momentos aparecia com uma máscara de gás no rosto.

Além do pai de Bruno, o outro personagem manipulado por Fury é o Tenente Kotler, que está baseado em ‘out-with’ e é quem recebe o comandante ao chegar com a sua família. Ele é cruel e sente prazer em humilhar e maltratar os prisioneiros e empregados. Característica essa que chama a atenção da menina Gretel. Gretel é cheia de vida, esperta e ágil. Uma aluna aplicada. Porém, o conteúdo ensinado na educação nazista não agrada à sua mãe. Inclusive, esse é um motivo de discussão entre o casal, pais de Bruno e Gretel.

Bruno não tem muito interesse nos estudos, porém, gosta de explorar. Foi em uma das suas “escapulidas” que descobriu a cerca. Uma solução teatral interessante foi o jogo de luz que ajudou a aumentar a distância entre a casa de Bruno e o campo de concentração. Toda vez que o menino ia ao campo, ele fazia o mesmo trajeto, que era demarcado por uma faixa retangular de luz por onde o menino passava. Reto pelo avant-scène, na diagonal para o fundo, reto no fundo, diagonal para frente e mais uma linha no avant-scène. Era nesse último trajeto onde a cerca descia para dividir o palco.

A iluminação de Tim Mitchell teve um papel também significante na ambientalização das cenas. Por vezes, dividindo o palco em dois, três ambientes simultâneos. A iluminação foi feita por luz branca. Os efeitos cinzas nos transportavam para dentro de uma escuridão fria. Cor foi usado apenas uma vez, um foco de vermelho intenso, quando o Tenente Kotler foi rebaixado e enviado para a guerra como soldado de frente de batalha. Isso como punição por ter se envolvido com a esposa do comandante. Penso que cores poderiam ter ajudado a transmitir a atmosfera das cenas, além da ambientalização.

A música de Gary Yershon teve suspense, intriga e ingenuidade, transmitido pelo piano, que foi usado como leitmotiv de Gretel. A música por si só é muito difícil e apresenta algumas linhas melódicas simultâneas. Não foi uma música “dançante”, como é comum em ballets. Porém, o que poderia ter representado dificuldade, transformou-se em liberdade para a criação de cenas e danças.

A cena mais forte do enredo foi o momento em que os prisioneiros eram executados na câmara de gás. Um belo momento onde os prisioneiros, após se despirem e entregar os uniformes, entram para uma câmara, demarcada apenas pela entrada. Forte fumaça começa, então, a descer em cima dos prisioneiros. O enredo dramático não ajudou para termos um final marcante, que fixasse na memória. Na última cena do ballet, o comandante ficou chorando em cima das roupas do filho, e a Fury triunfando em suas costas.

Escute Daniel Andrade em entrevista:

https://www.youtube.com/watch?v=L6owWrAKhcM

Chamada para o ballet:

https://www.youtube.com/watch?v=LzEadETHrRw&feature=youtu.be


Meia ponta alta!

Ter a meia ponta alta é muito importante para bailarinos (as). No caso dos meninos é o trabalho máximo e no caso das meninas é uma das premissas para começar a usar a sapatilha de ponta.
Ao fazer uma elevação ou relevés sua meia ponta tem que estar alta para manter uma linha definida e continuidade. Para conseguir esse trabalho, suas pernas precisar estar fortalecidas e alongadas e os joelhos esticados.

Os dedos devem estar todos “espalhados” no chão. Cuidado para não “dobrá-los”. Aproveite o chão para ficar bem em cima dos dedos e do seu metatarso (planta do seu pé).

Manter o en dehors também é sempre muito importante! Ele irá fazer com que o seu calcanhar fique posicionado corretamente, sem ficar caído, entortando seu pé e sua linha.

Trabalhar o cólo de pé é também essencial para conseguir uma meia ponta altíssima. Exercícios de flex x ponta e fortalecimento de tornozelos irão ajudar no seu demi-pointé.

Quando o trabalho de pontas é iniciado percebemos a importância que devemos dar para este trabalho de meia ponta. Com ela você vai trabalhar força e equilíbrio.

Espero ter ajudado!

Bom trabalho!

foto: Stars Dance