Não dançar para poder dançar!

Dizem que “o ócio é o melhor negó­cio” e, em cer­tos momen­tos da vida, isso não deixa de ser verdade.

As pes­soas ima­gi­nam que todas as bai­la­ri­nas levam uma vida gla­mou­rosa, mas não é bem assim. Em cer­tas épocas do ano, che­ga­mos a um ponto que nos­sas per­nas que­rem se des­co­nec­tar do corpo e sair andando por aí sozi­nhas. Nossos bra­ços já não que­rem mais nada com nada e nosso corpo…

Ah, o nosso corpo… Esse chora, grita, esper­neia, não obe­dece, faz de tudo que pode para nos mos­trar que está esgo­tado, que quer e pre­cisa des­can­sar. Então con­ti­nu­a­mos a tra­ba­lhar, for­çando o nosso corpo a fazer coi­sas que já não con­se­guem ser fei­tas com a natu­ra­li­dade de antes. E aí sur­gem as con­tra­tu­ras, ten­di­ni­tes e dores mus­cu­la­res, dessa vez, mais for­tes que o nor­mal, mas olha que beleza, nem tudo está perdido!

As férias—finalmente—chegaram!!! Galera, esse é o nosso momento de des­canso!!! Nosso corpo pre­cisa de pelo menos duas sema­nas de tré­gua, então nada de fazer cur­sos de férias que nem lou­cos! Vamos via­jar, ver fil­mes, vamos a la playa!

Dias depois, a sau­dade da dança já começa a aper­tar, e nós já nos pre­pa­ra­mos para vol­tar com tudo! É isso aí, bai­la­ri­nos, apro­vei­tem as férias enquanto podem, por­que o col­lant já está doido para sair da gaveta!!

(Por Sofia Araldi – natural do Rio de Janeiro, estudante da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, apaixonada por dança e filmes antigos).

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